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Os espanhóis tinham vontade de ver a sua equipa. Mesmo com apenas uns dias de trabalho, a faltar metade ou mais do onze titular, o adversário – embora também mundialista – não era propriamente apelativo, e por aí fora. Mas continua a ser a Espanha. E daqui a 11 dias estreia-se no Mundial frente a Cabo Verde. Alguma conclusão haveria de se tirar, certamente. A primeira, que De la Fuente premiou os jovens merecedores que ajudaram nos treinos esta semana: Jon Martín e Marc Bernal foram titulares e os restantes também tiveram minutos para se estrear.

A segunda é que Ferran Torres está com a fome de golo afiada para continuar a ser o tubarão do golo. Ao quarto de hora agarrou uma bola a meio-campo, conduziu até à área adversária e desferiu um remate que, com alguma ajuda do guarda-redes, abriu o marcador. Antes tinha sido Álex Baena a estar perto do golo, mas Basil reagiu bem para manter a sua baliza inviolada.
Parecia que com o 1-0, o mais difícil já estava feito. Os de De la Fuente aplicavam-se na pressão alta, insistiam nos passes longos em diagonal e criavam perigo com as subidas de Grimaldo. Mas num lance isolado, Doski fez um cruzamento-remate da esquerda que apanhou Joan García de surpresa na sua estreia no onze inicial. Mal posicionado e falhando no alívio, assim não vai discutir a titularidade com Unai Simón e David Raya.
A seleção ibérica podia ter recuperado a vantagem cedo, com um remate de Dani Olmo defendido por Basil e depois com um tiro à barra de Ferran. Mas os iraquianos, sem complexos, nem se abalaram, forçaram cartões a Marc Bernal e a Gavi e até cresceram em campo para bloquear os anfitriões.
Por necessidade física e táctica, houve cinco alterações ao intervalo. Estrearam-se Gonzalo García e Sergio Gómez e regressaram Eric García, Yéremi Pino e Jesús Rodríguez. Este último deixou a sua marca logo no primeiro toque, que quase deu golo. Mas a Roja não estava inspirada. E ainda assim Gonzalo quase marcou após um excelente cruzamento de Baena. Faltava velocidade na circulação e ideias para criar futebol. De la Fuente procurou-as novamente mexendo no banco com mais três estreias: Pubill, que vai mesmo ao Mundial, Turrientes e Javi Guerra.
Mas nem abanando o jogo, nem sequer com a esperada entrada de Mikel Merino, mudou alguma coisa. Faltava até concentração, apesar da vontade dos novos, como Leo Román e Javi Rodríguez. Não havia ritmo, intensidade, nem desequilíbrio. O que houve sim foi um par de faltas demasiado agressivas e perigosas que quase mandaram Baena e Jesús Rodríguez para o hospital.
Para os iraquianos, que encararam o jogo como um duelo oficial, empatar com a campeã da Europa foi um triunfo. Para a Espanha, resta esperar pelo próximo e último teste, frente ao Peru, para perceber se isto na Corunha foi apenas um dia mau antes da estreia com Cabo Verde, no dia 15 de junho.
