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Mundial Hóquei sub-19: Desafio está em “gerir a ansiedade” própria da idade

Vasco Vaz, selecionador nacional
Vasco Vaz, selecionador nacionalFederação Patinagem Portugal

O selecionador da seleção portuguesa Sub-19 de hóquei em patins reconhece que um dos desafios do mundial é gerir a ansiedade e excesso de confiança dos atletas, porque há qualidade para vencer o campeonato.

“Às vezes é preciso travar esta fogosidade que eles têm de querer ir e partir. Hoje em dia, a própria estrutura do hóquei é diferente em estratégia em termos de jogo. O jogo é completamente partido e esta juventude está habituada a partir completamente”, indicou Vasco Vaz.

O selecionador dos Sub 19 reconheceu à agência Lusa que o trabalho do estágio no Luso, concelho da Mealhada, distrito de Aveiro, que antecedeu a partida para o Mundial no Paraguai, “serviu precisamente para treinar isso”.

Os atletas selecionados já se acompanham há dois anos – na sua maioria estiveram juntos no Sub 17 -, o que “acaba por ser uma mais-valia no companheirismo”, mas depois, “há uma diferença enorme” nos campeonatos, e este é um mundial quando “estão habituados a europeus”, e “é preciso gerir a ansiedade” dessa novidade.

“É um Mundial num continente que, para nós, é extremamente difícil. (…) E no Paraguai não sabemos bem o que vamos encontrar, esperamos que as condições sejam de boa prática”, desejou Vasco Vaz que tem experiência em mundiais

Por isso, “a ansiedade, que precisa de ser gerida, vai sê-lo ao longo do tempo” para chegarem à competição e “mostrar que têm valor”, admitiu o selecionador que disse lembrar os atletas que “são uns felizardos”.

“Este lote é de excelência, se não fosse não estavam cá. Temos, de ano para ano, mais talentos, para nós selecionadores é bom, porque temos um lote maior, mais alargado de escolha”, reconheceu.

Para o troféu final, no Paraguai, Vasco Vaz entende que “há as seleções que são sempre candidatas como Espanha, Itália, Argentina e Portugal” e, por isso, acredita, “é no lote dessas que vai sair o vencedor”, esperando que seja Portugal.

Uma crença que para o capitão da equipa, Tomás Almeida, é certa, uma vez que considerou que o “grupo está bastante preparado” e que no final serão “bastante felizes”.

“Acho que não devemos ter medo de nenhuma seleção, porque somos Portugal, uma seleção muito grande no hóquei em patins e acho que devemos estar sem medo de nenhuma e confiantes para jogar com qualquer seleção”, afirmou.

Ainda assim, Tomás Almeida disse acreditar que “não há uma seleção fácil” de enfrentar, “todas são difíceis", mas o importante é “acreditar e estar confiantes” que vão “vencer qualquer seleção”.

A seleção de sub-19 viajou para o Paraguai na quinta-feira e tem o primeiro jogo do Mundial de hóquei em patins agendado para o dia 04 de outubro, frente à Colômbia.

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