MUTiRiS (eSports): "Esta é a equipa (SAW) com que vou trabalhar daqui para a frente"

O experiente jogador está ligado aos SAW desde janeiro de 2020
O experiente jogador está ligado aos SAW desde janeiro de 2020Twitter/SAW

A equipa de Counter-Strike dos SAW terminou o ano de 2022 em grande, ao conquistar, no início desta semana, a ESL Challenger League e a Grande Final da Retake, vencendo, respetivamente, Spirit (3-1) e FTW (2-0). No final da partida frente à fénix, Christopher "MUTiRiS" Fernandes analisou, à ADVNCE SIC, o ano de 2022 e garantiu que vai continuar a trabalhar no atual "lineup" dos "warriors".

"Se tivesse uma palavra para a nossa equipa seria: lutadores ou garra. Penso nos SAW e vejo que nós nunca desistimos de tentar alcançar algo que nunca foi alcançado em Portugal. Não é que isso seja algo que tenhamos na cabeça, mas temos muito a mentalidade de que queremos evoluir. Na primeira metade do ano sentíamos que precisávamos de mudar alguma coisa. Nesta segunda metade sabíamos que íamos ter de jogar finais e perdê-las, sabíamos que íamos ter de trabalhar muito, apesar de sabermos que o Michel "ewjerkz" Magalhães e o João "story" Vieira tinham ganho títulos. As vitórias são tudo aquilo que procuramos. Tenho um orgulho enorme de fazer parte desta equipa e sei o quanto estamos a lutar para evoluir".

Trocas na equipa: "Não gosto muito de comparar os tempos das equipas. Acho que este é o nosso melhor momento. Sabemos o quão difícil é ganhar torneios internacionais e conseguimos ganhar dois em pouco tempo. Conseguimos o RMR na primeira metade do ano porque éramos uma equipa batida e com muito trabalho. Com esta equipa foi muito trabalho e acreditar até à última. No fundo acho que foi importante termos ficado à beira do Major. O pessoal tem de ganhar experiência. Acho que esta equipa ainda tem muito para evoluir e é a melhor equipa. É a equipa com que vou trabalhar daqui para a frente".

Processo de reivenção: "Acho que Portugal está a um bom nível. O que dificulta um bocado isto tudo são as trocas que existem. Algumas equipas portuguesas andam aí a partir tudo e no mês seguinte parece que baixam. Acho que temos os verdadeiros testes aqui em Portugal. Custa-nos mais jogar alguns torneios portugueses, do que os internacionais. As equipas conhecem-nos e isso requer que estejamos sempre a adaptar-nos. O mais importante é evoluirmos com equipa. Essas adaptações sempre existiram e vamos continuar a fazê-lo".