Ir para o conteúdo principal

Open de Portugal: Friedrichksen vence primeiro título do Challenge Tour na Aroeira

Sebastian Friedrichsen
Sebastian FriedrichsenOCTAVIO PASSOS / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O dinamarquês Sebastian Friedrichksen conquistou este domingo o primeiro título do Challenge Tour, ao vencer a 64.ª edição do Open de Portugal, no PGA Aroeira 1, graças a uma exibição de alto nível, traduzida em 28 pancadas abaixo do par.

O jovem golfista, de 23 anos, partiu da segunda posição para a última volta, a três ‘shots’ de distância do então líder, o escocês Marc Warren. Na derradeira corrida ao título, Friedrichksen registou 62 pancadas, nove abaixo do par, enquanto o experiente escocês, de 45 anos, fez o pior resultado da semana, ao entregar um cartão com 68 shots (-3).

Com um agregado de 256 pancadas, após rondas de 64, 66, 64 e 62, o campeão do Internacional Amador de Portugal de 2021 beneficiou ainda do desacerto de Marc Warren, assistido a meio da volta devido a enjoos, vómitos e dores de estômago, para suceder ao sul-africano JC Ritchie no palmarés de campeões do Open de Portugal.

“Foi surreal. Estava a três shots no início do dia e sabia que era preciso algo especial. E hoje foi o meu dia, o que é bom quando isso acontece. Nas primeiras três voltas, o meu jogo de putting não esteve espetacular. Estava consistente, mas hoje começaram a entrar cedo e continuaram. Então, no back nine, senti que tinha uma boa chance”, confessou Friedrichksen, depois de concretizar nove birdies (nos buracos 2, 3, 7, 11, 12, 14, 15, 16 e 17) para festejar o primeiro título do Challenge Tour e o prémio de 48 mil euros, entregue ao vencedor.

Graças ao triunfo na Aroeira, o dinamarquês, que festeja o 24.º aniversário na próxima semana, vai subir do 37.º para o 10.º lugar na ‘Race to Maiorca’, o ranking do Challenge Tour, que apura os 45 melhores para a final de Maiorca e os 15 primeiros para o DP World Tour.

“Seria maravilhoso. Esse é definitivamente o objetivo. Portanto, espero ter a chance de voltar a Portugal no próximo ano e tentar ganhar o maior torneio nacional”, avançou Sebastian Friedrichksen, referindo-se ao regresso do Open de Portugal, anunciado esta semana, ao principal circuito europeu de golfe em 2027.

Caso consiga manter uma vaga no top 15 no final da época, o profissional nórdico volta a ingressar o DP World Tour, divisão em que jogou em 2024, depois de ter alcançado o terceiro lugar na Escola de Qualificação em 2023, ano de estreia como membro efetivo do Challenge Tour.

Entre os dois portugueses que passaram o cut, Tomás Melo Gouveia e Tomás Bessa não conseguiram ascender na classificação, como ambicionavam, ao despedirem-se da Aroeira com exibições pouco felizes e o único resultado acima do par.

"(Ficou) Muito aquém das expectativas Foi um dia que ia tentar jogar mais ao ataque, tentar subir muitos lugares no leaderboard, e não consegui. Tentei, dei tudo, e pronto, fica o torneio com mais um fim de semana em campo para trás e é um bocadinho frustrante”, assumiu o membro efetivo do circuito, que totalizou 276 pancadas, oito abaixo do par, após voltas de 67, 69, 67 e73.

Ao fechar na 57.ª posição, Melo Gouveia deverá descer dois lugares na ‘Race to Maiorca’, ocupando virtualmente o 59.º posto, quando faltam apenas três torneios de qualificação para a Grande Final do Challenge Tour, reservado aos 45 melhores da temporada.

“Daqui a duas semanas estarei em Al Ain (Abu Dhabi Challenge) e é continuar a trabalhar, continuar a fazer o que tenho andado a fazer para conseguir os resultados que quero. Estou numa fase da época em que um top 30 não me faz nada, tenho de ter bons resultados para subir ao top 45. Foi o que tentei hoje, não consegui, mas tenho mais três oportunidades para fazer isso", rematou o jogador do Clube de Golfe de Vilamoura, que passou pela segunda vez na carreira o cut do Open de Portugal.

Já Tomás Bessa fez uma última “volta pobre”, como descreveu, num “fim de semana que não correu como queria”, e terminou no 61.º lugar da classificação com um agregado de 277 pancadas, sete abaixo do par, graças a rondas de 71, 63, 70 e 73.

“Criei muito poucas oportunidades, não estava a pôr a bola perto (da bandeira). Alguns tee shots também foram falhados. É daqueles dias em que parece que nada de especial acontece, nada sai. E, obviamente, gostava de ter feito muito melhor. Sei que sou capaz de fazer muito melhor, mas o golfe é mesmo assim. Há que retirar as aprendizagens e seguir”, salientou o profissional de Paredes, que tem como melhor resultado no Open de Portugal o sexto lugar em 2022.

Escolha o Flashscore no GoogleVeja os nossos artigos mais vezes
AdicioneAdicionar no Google