Bea González e Paula Josemaría tinham conquistado os cinco títulos anteriores e pretendiam prolongar a sequência num torneio que, além disso, era especialmente relevante a nível classificativo. Era um passo importante para elas na luta pelo número um, pois havia hipóteses reais de ultrapassar as rivais (embora fosse bastante difícil), mas acabou por acontecer precisamente o contrário: Gemma Triay e Delfi Brea saem reforçadas da capital italiana, finalmente com o doce sabor da vitória.
A dupla espanhola, na verdade, nem sequer chegou ao encontro decisivo: caiu perante Ari Sánchez e Andrea Ustero, que inauguraram o seu palmarés em 2026, no jogo mais longo da história da competição (nada menos do que quatro horas e 12 minutos). O cansaço e o desgaste, como seria de esperar, fizeram-se sentir numa dupla que demorou a impor o seu jogo e acabou por sucumbir por 6-1 e 7-5.
"Vencer este torneio é muito importante para nós depois de perdermos cinco finais consecutivas. Estavam em disputa 2.000 pontos e fizemos uma grande final após uma semana em que tivemos algumas dificuldades. Como vamos celebrar? Provavelmente num restaurante italiano", explicou Gemma. "Vencemos este torneio num estádio cheio, com um ambiente verdadeiramente especial. Estamos muito felizes por esta vitória", referiu a sua companheira.
Por outro lado, Arturo Coello e Agustín Tapia saíram vencedores no clássico frente a Ale Galán e Fede Chingotto, que vinham de triunfar em Assunção e em Buenos Aires. A final masculina também se decidiu em duas partidas, embora ambas tenham sido muito equilibradas (7-5 e 7-6). O encontro terminou com 58 winners e 21 erros não forçados para os Golden Boys, enquanto os segundos classificados ficaram-se pelos 49 e 24, respetivamente.
"É uma vitória especial para nós. Roma é uma etapa muito importante da temporada e estamos muito felizes por este título. Obrigado ao Agus e obrigado à equipa, tudo correu na perfeição. Agora é tempo de celebrar", comentou Coello. "Estamos muito emocionados. Esta vitória representa aquilo por que lutámos durante muito tempo. É difícil manter este ritmo, a disputar finais todas as semanas, mas ao mesmo tempo estamos felizes por esta dinâmica continuar", afirmou Tapia.
