"Não é surpreendente que existam atletas infetados, porque o vírus circula bastante noutros países", declarou a epidemiologista Maria Van Kerkhove, diretora da unidade de prevenção e preparação para pandemias da OMS, em conferência de imprensa em Genebra.
Van Kerkhove indicou que o Comité Olímpico, com a ajuda da OMS, "examinou as estratégias que deveriam ser postas em prática" em reuniões de massa como os Jogos e tomou "medidas adequadas".
No entanto, Van Kerkhove afirmou que o vírus ainda está "muito presente" no mundo e circula em “todos os países”.
Dados recolhidos pela OMS graças a um sistema sentinela de vigilância epidemiológica em 84 países mostram que a percentagem de casos positivos em testes de covid-19 aumentou nas últimas semanas.
Este aumento "causou um crescimento no número de hospitalizações e mortes em várias nações", destacou Van Kerkhove. "Globalmente, a taxa de testes positivos é superior a 10%, mas este valor varia de uma região para a outra". Por exemplo, na Europa a percentagem é superior a 20%.
A especialista da OMS aponta que as medições nas águas residuais sugerem que o vírus circula "entre 2 e 20 vezes mais" do que os relatos de casos.
