Recorde as incidências do encontro
Pepa (treinador do Estrela da Amadora):
"Corremos muito, mas corremos mal. Pouco clarividentes e, por isso, pouco efetivos a sair na pressão. Foi um dia mau com e sem bola, com más decisões e muitas perdas de bola.
O Académico baixou, formou uma linha de cinco, por vezes de seis, não tiveram problemas em ter esse volume todo de unidades atrás da linha da bola e criou-nos dificuldades nessa parte. Tivemos pouca energia, pouca clarividência.
Hoje, tivemos pouca alegria. Tivemos humildade, porque sei em que forma eles estão, mas tivemos pouca alegria e, quando assim, parece que a equipa baixa em termos de criatividade, de energia, tudo.
Na segunda parte, não criámos perigo ou, por assim dizer, criámos mais na primeira do que na segunda parte, e isso mostra também que o nosso nervosismo para a segunda parte. Hoje não foi um dia tão bom e agora vamos crescer e aprender com isto.
(O Joan Jordán) É um jogador muito experiente, com muita bagagem e muito positivo também no entendimento do jogo. Em relação aos seus minutos, está de forma gradual a ter cada vez mais tempo, mostrando-se sempre no limite e as coisas com naturalidade, provavelmente, vão acontecer. O Kevin (Jansson) também não entrou mal”.
Bruno Pinheiro (treinador do Académico de Viseu):
"Foi um jogo em que entrámos fortes, fomos equilibrados e conseguimos sair com bola, chegámos ao golo com naturalidade e, depois obviamente o adversário tem de reagir, de fazer alguma coisa e tivemos de baixar.
Acabámos por pressionar menos que na primeira parte e, no final, estivemos nós mais perto do 3-0 que eles do 2-1, o que me parece ser um indicador de que, de facto, o jogo esteve quase sempre controlado.
(André Clóvis foi a figura da partida) Conheço o André há muitos anos, foi um jogador que já tinha trabalhado comigo no Estoril Praia. Tem exatamente as mesmas qualidades que tinha nessa altura, ou seja, é um finalizador nato.
O André Clóvis finaliza de pé direito, pé esquerdo, de cabeça, dentro da área, fora, de primeira ou em corrida. É um jogador muito completo na finalização, obviamente tem outras coisas a trabalhar, nomeadamente a capacidade física, também fruto do seu porte físico acaba por ter alguma dificuldade, por vezes, para pressionar.
É um jogador diferenciado para o golo e no que é muito forte. Por vezes, sinto que a equipa precisa de alguém mais fresco na frente para ajudar, mas não é fácil substituí-lo, porque sabemos que sempre que (a bola) lhe cair nos pés em zona de finalização há uma percentagem elevada de haver golo”.
