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Espanha chegou à ilha da Madeira como uma das principais favoritas à conquista do torneio, depois de em 2024 o cetro europeu ter sido cedido aos Países Baixos, após triunfos em 2020 e 2022, mas a derrota a abrir, ante a vice-campeã do mundo Hungria (9-7), mostra que podem ser derrotadas.
“Fizemos um bom jogo até à última parte, aí cometemos erros. Competimos contra um rival muito forte e temos de aprender e continuar a trabalhar, para jogar os próximos da melhor forma possível”, explica à Lusa a capitã, Bea Ortiz.
Aos 30 anos, a jogadora das húngaras do Ferencváros já viveu duas finais olímpicas (a perdida em Tóquio-2020 e a triunfal em Paris-2024), cinco pódios em Mundiais e os dois títulos europeus recentes, liderando agora uma equipa em transformação.
“É uma mudança geracional importante, estamos a trabalhar muito bem com todas as jovens que têm entrado na equipa. Estamos a trabalhar bem, como um bloco unido, e tanto neste campeonato como em próximos objetivos, estamos confiantes em bons resultados”, assume.
A catalã assume a vontade de mostrar outra cara no resto do Grupo B, a começar pelo jogo de hoje, ante Portugal, que venceu na estreia a Roménia (12-7), mas se encontra num nível muito abaixo das espanholas, profissionais e enquadradas num país e sistema competitivo de elite.
“No fim de contas, é igual o rival que temos pela frente, temos o mesmo respeito a todas as equipas. Vamos continuar a jogar ao nosso nível, continuar a trabalhar. Queremos ganhar o ouro, mas o primeiro objetivo é jogo a jogo, mostrar a nossa melhor cara, melhorar e poder chegar à final ao nosso melhor nível”, admite.
Porque “não se ganha sempre”, diz, o “saber perder e recompor” também fazem parte da mentalidade espanhola no Funchal, postura confirmada à Lusa pelo selecionador, Jordi Valls.
“Acima de tudo, o que temos de fazer agora é analisar bem o nosso jogo, é no que nos vamos fixar, e continuar a crescer. Se competirmos como sabemos, vamos tornar difícil o jogo a qualquer um”, assume o líder de uma seleção que integra o lote de potências, a par da campeã europeia, os Países Baixos, e a campeã do mundo Grécia.
Respeitando “todos os adversários”, Valls deixa vários elogios à Hungria, mas admitiu a “menor margem de manobra” a caminho da Ronda Principal, uma vez que a derrota torna improvável a passagem em primeiro lugar na poule.
Também o técnico vê “a mudança de ciclo” na sua equipa, como noutras seleções, até demarcada “pelo ciclo olímpico”, com os próximos Jogos Olímpicos Los Angeles-2028 ainda a dois anos de distância.
Várias campeãs olímpicas estão ausentes, numa equipa que mantém algumas peças-chave dessa equipa, como Bea Ortiz, as irmãs Terré ou Nona Pérez, aos 22 anos eleita Jogadora Europeia do Ano em 2025, mas também jovens como Paula Prats ou Queralt Vidal.
“Não é algo superpremeditado, mas entra muitas vezes nos planos das jogadoras, por diferentes motivos. A equipa está como queremos, e queremos continuar a trabalhar”, acrescenta.
