Europeu de polo aquático: Declarações após o Portugal - Espanha (7-22)

Seleção nacional feminina de polo aquático
Seleção nacional feminina de polo aquáticoFederação Portuguesa de Natação

Declarações na zona mista após o jogo Portugal-Espanha (7-22), da segunda jornada do Grupo B do Europeu feminino de polo aquático, disputado esta terça-feira no Complexo Olímpico de Piscinas do Funchal (Madeira).

Recorde as incidências da partida

Ferran Pascual (selecionador de Portugal):

"Estou mais orgulhoso do que fizemos hoje do que o que fizemos ontem (segunda-feira, vitória contra a Roménia por 12-7). Ganhámos, por cinco, correu como tinha de correr, mas hoje era muito mais difícil.

É fácil, já estive como jogador por Espanha, e contra equipas de nível tão alto, é fácil haver momentos em que saias do jogo e é golo, golo, golo. E nós conseguimos aguentar. Jogámos com as campeãs olímpicas. Disse-lhes que cada ação positiva que fizessem, cada ação, cada bloqueio, defesa de remate, cada golo, passe, é um feito. São as melhores do mundo e devemos valorizar as ações ao máximo. Sem jogar ao máximo, elas aproveitam.

Obrigou-nos a fazer tudo na perfeição, e isso é uma maneira de aprender, um passo à frente para aprender a jogar com equipas deste nível. É difícil, porque sabes que a defesa física, técnica, tática, é grande, mas tens de jogar para igualar ao máximo o marcador. A jogar em casa, não podemos deixar só correr.

A nível físico e mental, não é fácil seguir em jogo a perder por 10 ou 15, a seguir instruções. Estou muito orgulhoso delas.

Ter um quarto igualado com Espanha é quase uma vitória. Tenho muito orgulho na equipa".

Inês Nunes (capitã de Portugal):

“À partida, já sabíamos que ia ser um jogo complicado, mas a equipa estava focada no seu jogo e no que podíamos fazer de bom. Acredito que fizemos coisas muito boas, conseguimos bater-nos, em determinadas alturas, 'mano a mano' com as campeãs olímpicas. Acho que isso foi muito positivo.

Entrámos sem receio, com a certeza de que iríamos sair deste jogo melhor do que entrámos, e acho que isso aconteceu. A equipa cresceu, uniu-se e fez o melhor dentro do possível.

Não precisamos de mudar o 'chip', estamos com o 'chip' no topo, demos tudo o que tínhamos e assim continuaremos. O próximo jogo (com a Hungria) também é difícil, mas depois disso vêm, outra vez, os 'nossos' jogos e não vamos desistir. Estamos a lutar para aparecer em alta e mostrar o que temos trabalhado este tempo todo, e acredito que isso se nota dentro de água.

Jogo a jogo, vamos crescer e aparecer na nossa melhor forma. A cada jogo, aprendemos mais alguma coisa e crescemos sempre, nem que seja um pequeno pormenor, porque temos muitas jogadoras mais novinhas. Vão criando experiência de jogo para jogo”.