Europeu de polo aquático: Declarações dos protagonistas depois do Portugal-Roménia (7-12)

Portugal venceu a Roménia na Madeira
Portugal venceu a Roménia na MadeiraFederação Portuguesa de Nataçao

Declarações na zona mista após o jogo Portugal-Roménia (7-12), da primeira jornada do Grupo B do Europeu feminino de polo aquático, disputado esta segunda-feira no Complexo Olímpico de Piscinas do Funchal (Madeira).

Recorde as incidências da partida

Ferran Pascual (selecionador de Portugal):

“Não era um jogo fácil, a Roménia conhecia-nos perfeitamente, jogámos com elas no apuramento.

Foi um jogo muito tático e muito físico, com muito um para um. Não foi muito fluido, mas de lutar, lutar, lutar. As meninas fizeram um esforço grandioso. Fizeram perfeitamente o que falámos antes, na palestra.

(Sobre os três primeiros períodos do jogo) Disse-lhes que era um jogo para ganhar período a período. Era um jogo de desgastar as oponentes, um jogo duro, de pressão. No terceiro e quarto quartos, as equipas ficaram fisicamente mais baixa. Aí, demos um salto de qualidade, porque temos muito mais jogadoras de talento, de ritmo, e tecnicamente pudemos dar um passo em frente e distanciar-nos no marcador.

Disse-lhes que é preciso valorizar esta vitória. Obviamente, a Roménia está um nível abaixo, mostrou-o hoje. Não era um jogo fácil, e agora soltámos os nervos do início. Jogar em casa é um extra de motivação, mas também de pressão, e o primeiro dia é o mais difícil.

Com Espanha e Hungria, é desfrutar, aprender com elas. É um prazer para mim e para elas jogar contra estas equipas. Queremos jogos o mais equilibrados possível, dar espetáculo à bancada, que o pessoal venha animar-nos, e demonstrar que esta equipa está a dar passos à frente para agora e para os próximos anos."

Maria Machado (jogadora de Portugal e autora de quatro golos):

“Estou muito contente, foi um jogo muito complicado. Ao início, foi difícil sair, estávamos um pouco cansadas, mas ao final já nos soltámos, defendemos muito bem e, se defendes bem, o ataque sai sozinho.

É um sentimento muito bom, para o que trabalhei, mas todas as minhas companheiras estão de parabéns. Sem elas, nem eu nem nenhuma podia ser a melhor marcadora.

(Nos três primeiros periodos) Um pouco nervos à mistura. Não tínhamos uma pressão, tínhamos de mostrar que já conseguimos antes e hoje também íamos conseguir. Imagino que fiquemos em terceiro no grupo, porque Espanha e Hungria são muito complicadas, mas foi para isso que viemos.

É muito bom termos ganho, mas ainda não atingimos o nosso objetivo. Claro que sair daqui com uma vitória já é um grande passo, porque jogaremos com equipas teoricamente mais fracas. É seguir com o mesmo objetivo de ficar nas 11 primeiras.

(Jogar em Espanha, pelo Rubí) É outro nível, completamente. São muito boas, é difícil jogar contra elas, mas também é bom, porque se aprende muito a jogar naquele campeonato e contra campeãs olímpicas”.