O dirigente alertou que manter o nível alcançado pelo SC Braga “será tão difícil quanto foi atingi-lo”, numa sessão em que manifestou o “orgulho” e “enorme honra de pertencer a um clube que forjou a sua história no sofrimento, na dificuldade, na provação e na improbabilidade”, frisando que a história do SC Braga, que oficialmente começou em 1921, "não é um conto de fadas”.
“E, se num passado mais recente, temos tido as melhores condições e os melhores resultados que este clube já conheceu, é urgente que saibamos estimá-los e que nunca deixemos de ter a noção de que manter o nível que alcançámos será tão difícil quanto foi atingi-lo”, disse.
O discurso surge num momento conturbado da equipa de futebol do SC Braga, eliminada da Taça de Portugal pelo Fafe, da Liga 3, na passada quarta-feira, que motivou fortes críticas do presidente bracarense, e, quatro dias antes, derrotada na final da Taça da Liga pelo Vitória de Guimarães.
António Salvador considerou que o SC Braga é “o maior clube da região”, assim como “um embaixador de referência e fator de engrandecimento social e económico”, e apelou à união do clube “nos bons e nos maus momentos”.
“Assumi para os próximos anos o desafio de ser um fator de união e de convergência em torno deste clube. Os 105 anos desta história ensinam-nos que a adversidade é uma companheira permanente do nosso percurso. Sinto em torno do SC Braga genuína união, que não confundo com unanimidade – que dispenso”, declarou.
Na cerimónia, que teve lugar no pavilhão multiusos do SC Braga, marcaram presença, entre outras personalidades, o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, e o presidente da Associação de Futebol de Braga, Pedro Sousa.
