Fortune começou esta época como treinador adjunto na recém-promovida equipa espanhola da LaLiga, o Real Oviedo, antes de ser dispensado juntamente com o treinador principal Veljko Paunović, que acompanhou na seleção nacional da Sérvia durante um curto período de dois jogos em novembro.
Agora, assumiu funções na Right to Dream, contribuindo para o desenvolvimento da nova geração de talentos das academias do Gana, Dinamarca, Egito e Estados Unidos.
Os melhores jogadores dessas academias são enviados para a Academia Internacional, integrada na elite Sub-18 da Dinamarca, considerada uma etapa fundamental para ingressar no futebol profissional.
Entre os jogadores que passaram pelas academias Right to Dream destacam-se o extremo do Tottenham Hotspur Mohammed Kudus, o extremo do Sunderland Simon Adingra e ainda Kamaldeen Sulemana.
Mais de 100 antigos alunos estão atualmente a jogar futebol profissional, enquanto outros tantos conseguiram bolsas de estudo em escolas e universidades de referência nos EUA e Reino Unido.

A ligação de Fortune à Right to Dream começou há mais de um ano, durante uma visita à Dinamarca, em que passou algum tempo no FC Nordsjælland, clube que integra o grupo Right to Dream.
“Visitei o FC Nordsjælland na Dinamarca há 18 meses e nunca tinha visto nada igual à humildade e ao espírito das pessoas que conheci lá. Foram extremamente abertos, partilhando conhecimento e princípios. No futebol, isso não é habitual, e foi incrível viver essa experiência", afirmou Fortune, de 48 anos.
“Adorei tudo naquele ambiente e soube que um dia gostaria de trabalhar com a Right to Dream, com os seus clubes e academias, quando chegasse o momento certo. Esse momento chegou agora e sinto-me fantástico por integrar uma organização assim".
“Ainda sou um treinador jovem e o meu sonho é ser treinador principal no futuro, mas o ambiente da Right to Dream é perfeito para mim neste momento".

O próprio Fortune saiu de casa, na Cidade do Cabo, para o Tottenham Hotspur quando era ainda adolescente, por isso compreende bem as dificuldades que os jogadores enfrentam ao mudarem-se sozinhos para outro país.
“Eu próprio fui um miúdo entre milhões, quando alguém viu o meu talento em jovem na Cidade do Cabo e tornou possível perseguir o meu sonho como futebolista", referiu. “Nunca tivemos um programa como o Right to Dream para nos dar essa oportunidade, e estou ansioso por fazer parte dele e poder retribuir aos jovens jogadores talentosos".
“Já estive no lugar deles e identifico-me com o que sentem. Deixei o meu país e a minha família em criança, sei o que passam e como os seus sonhos os podem impulsionar para os seus objetivos, se tiverem a orientação e o apoio adequados".
Mais tarde, Fortune viria a representar a África do Sul em dois Mundiais, além de jogar pelo Atlético Madrid e pelo Manchester United, entre outros.
“Venho para transmitir a minha experiência e conhecimento aos jovens, mas também para aprender enquanto treinador", afirmou. “A oportunidade de trabalhar com alguns dos melhores jovens jogadores do mundo e aprender com treinadores e líderes de topo é algo extraordinário para mim".

O responsável pelo futebol da Right to Dream, Mads Davidsen, afirmou que estavam muito satisfeitos por contar com Fortune na equipa.
“Estamos muito felizes por receber o Quinton. Conhecemo-lo quando nos visitou há mais de um ano e, desde então, percebemos que seria uma excelente escolha para nós, pela sua experiência, valores e personalidade", disse.
“Acreditamos que não é apenas um bom treinador, com um futuro promissor, mas também uma pessoa de carácter forte e grande coração. A sua experiência no futebol e na vida será uma enorme mais-valia para os nossos jovens jogadores da Right to Dream, enquanto trabalham para alcançar os seus sonhos e potencial".
