“Eu sinto que nunca irão atrapalhar. Pelo contrário”, afirma em entrevista à agência Lusa, sublinhando que o investimento em infraestruturas é uma aposta estratégica de médio e longo prazo e que o COP está a “fazer o cumprimento daquilo que foi o programa desenhado anteriormente”.
De acordo com a dirigente, o processo de análise das candidaturas ainda decorre, não podendo ainda avançar números definitivos.
“Vamos estar a melhorar infraestruturas desportivas. É óbvio que, eventualmente, a curto prazo não se vai verificar, mas a médio e longo prazo vai claramente ter vantagens na preparação dos atletas. Ainda não posso responder a quantas (candidaturas) estão apuradas”, comenta.
Diana Gomes recorda que o pacote orçamental assinado em dezembro de 2024 já previa verbas específicas.
“Esse contrato de programa tem os quase 50 milhões (de euros) para o Comité Olímpico e cerca de 15 (milhões de euros) para o Comité Paralímpico. (…) Ainda estão a ser avaliadas as candidaturas, ainda estão em tratamento”, refere.
Apesar de reconhecer que os efeitos das obras não serão imediatos, a secretária-geral do COP defende que o impacto será significativo no futuro.
Questionada sobre se o investimento é suficiente, respondeu com franqueza e espírito competitivo: “Eu sou atleta, para mim nunca vai chegar. Nós vamos sempre querer mais”.
E acrescentou: “O primeiro lugar nem sempre nos chega. Nós queremos o seguinte primeiro lugar”.
À Lusa, Diana Gomes lembra ainda que o COP dispõe de financiamento específico para recuperar as instalações desportivas e os Centros de Alto Rendimento (CAR) afetados pelas tempestades de janeiro.
“Tem sido um trabalho intenso do nosso lado”, garante, revelando que foi criado um setor interno dedicado exclusivamente à gestão desta verba extraordinária.
Segundo Diana Gomes, o processo está a avançar de forma mais rápida do que o previsto. “Tem andado até mais rápido do que aquilo que era o previsto. Eu não quero agoirar. Vamos esperar que o ritmo se mantenha e que não haja nenhum atraso”, vinca, com cautela.
A urgência é real, sobretudo devido aos danos registados na região de Leiria.
“O país realmente precisa e as modalidades estão muito aflitas com o que aconteceu”, sublinhou, reforçando que a prioridade é garantir que clubes e federações recuperem rapidamente as condições de treino.
