Reabilitação de Infraestruturas não trava preparação para LA 2028 – COP

Presidente da República recebeu atletas que participaram no Mundial de Atletismo de pista curta
Presidente da República recebeu atletas que participaram no Mundial de Atletismo de pista curtaJOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O elevado número de candidaturas para a recuperação de instalações desportivas – 203 no total – não terá impacto negativo na preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, considera a secretária-geral do Comité Olímpico de Portugal (COP), Diana Gomes.

“Eu sinto que nunca irão atrapalhar. Pelo contrário”, afirma em entrevista à agência Lusa, sublinhando que o investimento em infraestruturas é uma aposta estratégica de médio e longo prazo e que o COP está a “fazer o cumprimento daquilo que foi o programa desenhado anteriormente”.

De acordo com a dirigente, o processo de análise das candidaturas ainda decorre, não podendo ainda avançar números definitivos.

“Vamos estar a melhorar infraestruturas desportivas. É óbvio que, eventualmente, a curto prazo não se vai verificar, mas a médio e longo prazo vai claramente ter vantagens na preparação dos atletas. Ainda não posso responder a quantas (candidaturas) estão apuradas”, comenta.

Diana Gomes recorda que o pacote orçamental assinado em dezembro de 2024 já previa verbas específicas.

“Esse contrato de programa tem os quase 50 milhões (de euros) para o Comité Olímpico e cerca de 15 (milhões de euros) para o Comité Paralímpico. (…) Ainda estão a ser avaliadas as candidaturas, ainda estão em tratamento”, refere.

Apesar de reconhecer que os efeitos das obras não serão imediatos, a secretária-geral do COP defende que o impacto será significativo no futuro.

Questionada sobre se o investimento é suficiente, respondeu com franqueza e espírito competitivo: “Eu sou atleta, para mim nunca vai chegar. Nós vamos sempre querer mais”.

E acrescentou: “O primeiro lugar nem sempre nos chega. Nós queremos o seguinte primeiro lugar”.

À Lusa, Diana Gomes lembra ainda que o COP dispõe de financiamento específico para recuperar as instalações desportivas e os Centros de Alto Rendimento (CAR) afetados pelas tempestades de janeiro.

“Tem sido um trabalho intenso do nosso lado”, garante, revelando que foi criado um setor interno dedicado exclusivamente à gestão desta verba extraordinária.

Segundo Diana Gomes, o processo está a avançar de forma mais rápida do que o previsto. “Tem andado até mais rápido do que aquilo que era o previsto. Eu não quero agoirar. Vamos esperar que o ritmo se mantenha e que não haja nenhum atraso”, vinca, com cautela.

A urgência é real, sobretudo devido aos danos registados na região de Leiria.

“O país realmente precisa e as modalidades estão muito aflitas com o que aconteceu”, sublinhou, reforçando que a prioridade é garantir que clubes e federações recuperem rapidamente as condições de treino.

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