No dia 16 de dezembro, o comité organizador dos Jogos Olímpicos 2026 de Milão-Cortina (6 a 22 de fevereiro) reconheceu à AFP ter enfrentado "um problema técnico" na produção de neve artificial, numa instalação que já era motivo de preocupação.
"Previmos o início da produção de neve para 20 de dezembro. Na noite de dia 12 (...), uma conduta partiu-se", explicou no comunicado Fabio Massimo Saldini, diretor-geral da SiMiCo, sociedade responsável pela entrega das obras.
"O problema foi resolvido em cinco dias e antecipámos a produção de neve", garantiu Saldini.
"Conseguimos garantir 28.000 metros cúbicos de neve por dia. Os 53 canhões estão a funcionar perfeitamente e, neste momento, já foram produzidos cerca de 160.000 metros cúbicos no local", precisou.
"Sem deixar rasto"
Fabio Massimo confirmou ainda o compromisso de entregar o recinto até 20 de janeiro, "para permitir a realização de eventos de teste entre 20 e 25 de janeiro".
"Todos os problemas que surgiram e que fazem parte da gestão normal de uma obra, foram resolvidos de forma exemplar, sem deixar rasto", assegurou.
No sábado, o presidente da Federação Internacional de Esqui (FIS), Johan Eliasch, considerou que os atrasos na preparação das instalações para os Jogos Olímpicos, especialmente em Livigno, eram "inexplicáveis".
