O futebol mundial prepara-se para uma transformação histórica, destinada a mudar de forma radical a maneira como os golos são marcados. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, deixou perceber, durante a Cimeira Mundial do Desporto, no Dubai, que a regra do fora de jogo está prestes a evoluir para favorecer o espetáculo e os avançados.
A proposta central, fortemente promovida pelo antigo treinador do Arsenal, Arsène Wenger, atualmente diretor de desenvolvimento global de futebol na FIFA, visa uma simplificação drástica da sinalização do fora de jogo.
Segundo esta nova visão, um avançado só seria considerado em fora de jogo no momento em que todo o seu corpo ultrapassasse a linha do último defesa. Esta alteração beneficiaria claramente o ataque, permitindo que os ombros ou as pernas do avançado estejam à frente do defesa sem que o árbitro assistente tenha de levantar a bandeirola.
Mais golos, mais espetáculo
Gianni Infantino explicou que, se atualmente a regra exige que o avançado esteja ao nível do defesa, no futuro poderá ser necessário que esteja completamente à frente do adversário para ser penalizado. A “lei Wenger” tem como principal objetivo aumentar o número de golos por jogo, oferecendo uma vantagem estratégica a quem ataca, numa tentativa de tornar o jogo mais atrativo para o grande público.
Esta reforma não é apenas teórica, tendo já sido testada ao longo de 2023, em torneios de juniores realizados em Itália e na Suécia. Os resultados destes testes e a viabilidade da nova regra serão analisados em detalhe nos próximos tempos.
Decisão final será tomada em fevereiro
O caminho para a adoção oficial desta regra “à la Wenger” passa pelos órgãos decisores do futebol. No dia 20 de janeiro, a proposta será debatida na reunião anual do IFAB, o organismo responsável pela definição das leis do jogo.
Se o projeto receber parecer favorável, seguirá para a assembleia geral da organização, agendada para fevereiro. Em caso de votação positiva, o jornal espanhol AS refere que a nova regra do fora de jogo poderá ser implementada nas competições oficiais já na próxima época, assinalando assim a mais importante alteração de arbitragem das últimas décadas.
