Rosa Mota é a terceira portuguesa representada no museu do mundo do atletismo

Rosa Mota
Rosa Mota Sports Press Photo, SPP Sport Press Photo. / Alamy / Profimedia

A maratonista Rosa Mota, campeã olímpica em Seul-1988, é a terceira portuguesa representada no museu do mundo do atletismo (MOWA), juntando-se a Carlos Lopes e a Susana Feitor, informou esta quinta-feira a federação internacional da modalidade.

A World Athletics deu conta da histórica angariação de equipamentos utilizados por estrelas do atletismo, ao agregar ao espólio 57 objetos oferecidos por 38 atletas de 16 países, de quatro continentes.

“Eu quero agradecer ao número recorde de atletas pela sua generosidade em doar as suas roupas de competição, sapatilhas, equipamentos ou troféus para o nosso museu, em 2025”, afirmou o presidente da World Athletics, Sebastian Coe, citado no comunicado.

Rosa Mota ofereceu recordações das suas três vitórias na Maratona de Boston, nos Estados Unidos, a medalha da conquista de 1987, o par das sapatilhas usadas em 1988 e o equipamento completo e o dorsal da de 1990, de acordo com o mesmo comunicado.

“Quando qualquer atleta presenteia o MOWA com uma medalha é um momento muito especial. Então, quando duas campeãs olímpicas da maratona, como Joan Benoit-Samuelson e Rosa Mota, o fazem, não há palavras para descrever a emoção”, agradeceu Coe.

O MOWA já contava com o equipamento que Carlos Lopes usou nos 10.000 metros dos Jogos Olímpicos Montreal1976, onde o campeão olímpico da maratona em Los Angeles-1984 arrebatou a medalha de prata.

O espaço, itinerante nas competições organizadas pela World Athletics, a próxima das quais nos Mundiais indoor Torun-2026, na Polónia, entre 20 e 22 de março, e virtual permanente, contava ainda com as sapatilhas amarelas e o dorsal 574 utilizados pela marchadora portuguesa Susana Feitor quando conquistou a medalha de bronze dos Mundiais Helsínquia-2005.

Antes da oferta anunciada esta quinta-feira, Rosa Mota já estava presente digitalmente, com as sapatilhas da vitória na maratona olímpica de Seul-1988, no museu virtual.

Entre as mais recentes atletas representados neste espaço, destaque para as ofertas das velocistas Shelly-Ann Fraser-Pryce e Melissa Jefferson-Wooden, da barreirista Femke Bol, da maratonista Sifan Hassan, da heptatleta Nafissatou Thiam, da lançadora Camryn Rogers e do marchador Evan Dunfee.

De acordo com a World Athletics, durante as 11 semanas de permanência durante o ano de 2025 em Tóquio, por ocasião dos Mundiais ao ar livre, o museu foi visitado por cerca de 200 mil pessoas.


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