Segundo os critérios anteriores, qualquer jogador que tivesse representado outra nação de Nível 1 (nomeadamente Inglaterra ou Nova Zelândia) ficava automaticamente excluído da seleção para o Origin, mesmo que cumprisse outros requisitos, como ter nascido ou estudado em Nova Gales do Sul ou Queensland.
A ARLC decidiu alterar esta regra, tendo em conta o crescimento do desporto a nível internacional, para não impedir jogadores de destaque como Kalyn Ponga, AJ Brimson e Victor Radley de representarem outros países, bem como os seus estados de origem.
Ponga já tinha recusado anteriormente jogar pela Nova Zelândia para manter a elegibilidade por Queensland, mas com esta alteração poderá agora fazer ambas as coisas.
Casey McLean, dos Penrith Panthers, e Briton Nikora, dos Cronulla Sharks, foram outros dois jogadores impedidos de participar no Origin devido às suas anteriores internacionalizações pela Nova Zelândia.

“O Rugby League mudou, o desporto internacional cresceu e as nossas regras têm de acompanhar essa evolução”, afirmou o presidente da ARLC, Peter V’landys.
“Se um jogador tem direito a jogar o State of Origin, não faz sentido excluí-lo apenas por ter representado a Nova Zelândia ou a Inglaterra em jogos internacionais. O State of Origin diz respeito ao local de origem e ao estado pelo qual o jogador é elegível — não ao país que representa internacionalmente. Se tem direito, deve poder jogar pelo seu estado", acrescentou.
“Ao longo de mais de 45 anos, o State of Origin tornou-se algo especial e queremos que os melhores jogadores participem, desde que sejam elegíveis. A Comissão tem a responsabilidade de promover tanto o desporto internacional como o State of Origin, e esta alteração reforça ambos", explicou Peter V’landys.
Estes jogadores serão elegíveis se cumprirem a maioria dos seguintes critérios:
- Nascido no estado
- O pai jogou pelo estado
- A maior parte da escolaridade e/ou do rugby league de formação foi feita nesse estado
- Representou o estado em escalões de formação, como campeonatos escolares
