Râguebi: Escócia pronta para “viver e morrer pela nossa identidade” antes do confronto decisivo com a Irlanda

O capitão da Escócia, Sione Tuipulotu, a chegar antes do duelo frente à França
O capitão da Escócia, Sione Tuipulotu, a chegar antes do duelo frente à FrançaReuters / Russell Cheyne

A Escócia conquistou o direito de lutar pelo título do Seis Nações na última jornada desta edição, afirmou o capitão Sione Tuipulotu na véspera do derradeiro encontro, fora, frente à Irlanda.

Uma vitória para a Escócia deixaria a equipa na luta por um inédito título do Seis Nações, caso Inglaterra consiga ajudá-los mais tarde no sábado e travar os campeões em título França.

“Há claramente muito em jogo e talvez seja um território um pouco desconhecido para uma equipa escocesa chegar à última semana com tanto por decidir”, disse Tuipulotu na conferência de imprensa desta sexta-feira.

Conquistámos esse privilégio. Estamos realmente entusiasmados com isso", acrescentou.

Mas, para conseguir conquistar o Seis Nações, depois de se colocarem na disputa com a vitória caseira por 50-40 frente aos franceses em Murrayfield, no fim de semana passado, a Escócia tem de derrotar Irlanda pela primeira vez em doze confrontos.

Depois, terá de esperar para ver se a Inglaterra consegue vencer a França em Paris e proporcionar-lhes o primeiro triunfo na competição desde 1999, quando ainda era o Cinco Nações.

“O que transmiti ao grupo é que conquistámos o direito de estar neste jogo e de ter estas coisas em jogo. Mas essas coisas não vão consumir-nos nem impedir-nos de jogar à nossa maneira. Vamos entrar em campo e viver e morrer pela nossa identidade”, afirmou Tuipulotu.

Escócia habituada à pressão de ter de vencer

“O principal são os 80 minutos de râguebi que temos pela frente, e tem sido assim desde o início do torneio”, acrescentou.

“Temos jogado râguebi de eliminação desde que perdemos com Itália, por isso, nesse aspeto, não é território desconhecido para nós", recordou.

Temos 80 minutos pela frente para darmos mais um passo como grupo e jogarmos melhor do que contra a França. Esperamos que isso nos coloque numa boa posição", referiu.

O capitão da Escócia insistiu que é necessário mudar a mentalidade em relação às anteriores deslocações sem sucesso a Dublin.

“Talvez vir aqui jogar contra a Irlanda no passado parecesse mais um ato de esperança, e isso é mérito deles, pela equipa que são”, acrescentou.

Mas temos vindo a construir esta crença. É preciso agir de acordo com essa crença. Não adianta acreditar e depois, amanhã, não agir em conformidade", concluiu.

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