Os rivais celtas vão defrontar-se no Aviva Stadium, em Dublin, no último 'Super Sábado' do torneio, com a Irlanda a tentar conquistar a quarta Triple Crown em cinco anos.
A Triple Crown é o troféu atribuído a uma das quatro 'Home Nations' – Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales – se vencer as outras três numa só época do Campeonato.
Os atuais campeões das Seis Nações, França, que jogam em casa frente à Inglaterra, que atravessa dificuldades, no último jogo do torneio, estão em melhor posição para revalidar o título num desempate a três na última jornada.
No entanto, tanto Irlanda como Escócia podem conquistar o troféu se os resultados lhes forem favoráveis.
"Há nervosismo e entusiasmo, e isso acontece porque nos importamos", afirmou Doris na conferência de imprensa antes do jogo, esta sexta-feira.
"Sabemos o que está em jogo. Sabemos que queremos acertar. Queremos terminar o torneio com a nossa melhor exibição até agora", acrescentou.
"Está claramente uma Triple Crown em disputa contra os nossos velhos rivais, a Escócia, por isso há muito em jogo e, com isso, vêm os nervos mas também muito entusiasmo. Numa semana como esta, há uma enorme motivação, muito entusiasmo no ambiente", assumiu o número 8 do Leinster.
Irlanda e Escócia conseguiram chegar à luta pelo título depois de terem sofrido derrotas na 1.ª jornada.
Mas, enquanto a Irlanda, bicampeã em 2023 e 2024, está habituada a ocupar o topo do râguebi europeu, a Escócia procura conquistar a sua primeira Triple Crown desde 1990 e o primeiro título na era das Seis Nações.
"Aqui não há segunda oportunidade", disse Doris.
"Tudo depende de como começamos o jogo, de como entramos nele, de um início rápido – como temos falado nas últimas semanas", acrescentou.
A Irlanda venceu os últimos 11 duelos diretos entre as equipas, desde 2018, abrangendo todo o período de Gregor Townsend como treinador da Escócia.
Mas a Escócia chegou a Dublin cheia de confiança, depois da vitória emocionante por 50-40 frente à França em Murrayfield, um jogo em que marcaram sete ensaios e acabaram com as aspirações dos Les Bleus ao Grand Slam.
"Acho que vai haver muita confiança do lado deles, depois da vitória e da forma como jogaram no fim de semana passado, mas também pelo que têm feito nas últimas semanas, (vencendo) a Inglaterra também", disse Doris.
"Eles têm muita confiança no que fazem e na forma como o fazem, e já vimos isso nas semanas anteriores e quando os defrontámos nos últimos anos também. Acredito que vão chegar aqui confiantes", concluiu.
