Reveja aqui as principais incidências da partida
Os irlandeses estiveram muitas vezes em desvantagem durante o encontro, chegando ao intervalo a perder por 10-5, mas dois ensaios na segunda parte, assinados por Jack Conan e Robert Baloucoune, garantiram-lhes o triunfo.
A Irlanda tem pela frente uma deslocação complicada ao terreno da Inglaterra no próximo sábado, enquanto os italianos vão defrontar a França em Lille.
A Irlanda, para alívio dos adeptos da casa, entrou em campo com uma atitude muito mais positiva do que em Paris, num dia histórico em que Hollie Davidson se tornou a primeira mulher a arbitrar um jogo masculino do Seis Nações.
Louis Lynagh foi um dos jogadores em destaque pela Itália frente à Escócia na semana passada, quando venceram por 18-15, mas manchou a sua exibição ao ser excluído temporariamente por Davidson devido a um knock-on deliberado.
Apesar de estarem em inferioridade numérica, os italianos conseguiram travar os irlandeses durante largos minutos, mas não tiveram resposta quando um excelente passe de Stuart McCloskey para Jamie Osborne permitiu ao defesa apoiar a bola na área de ensaio. Sam Prendergast falhou a conversão, deixando a Irlanda na frente por 5-0 aos 18 minutos.
O médio de abertura italiano Paolo Garbisi reduziu a diferença dois minutos depois, através de uma penalidade, para 5-3.
Um mau pontapé de Prendergast quase custava caro à Irlanda, já que Lorenzo Pani, chamado à equipa devido à ausência de Juan Ignacio Brex, apanhou a bola e fez um pontapé por cima. O jogador de 23 anos recolheu a bola com segurança e passou a Michele Lamaro, que, sem qualquer defesa irlandês pela frente e com o caminho livre para o ensaio, deixou-a cair.
Os italianos ainda ganharam ânimo quando, a menos de 10 minutos do intervalo, Davidson exibiu o cartão amarelo a Craig Casey.
Farrell mexe na equipa e Irlanda cumpre objetivo
Os visitantes aproveitaram de imediato, com Giacomo Nicotera a marcar ensaio – Garbisi converteu para 10-5.
O ambiente aqueceu e houve alguma confusão quando os italianos festejaram uma penalidade de formação ordenada conquistada aos irlandeses. O pack irlandês não gostou e gerou-se uma escaramuça. Depois de acalmados os ânimos, Davidson pediu aos dois capitães para controlarem os seus jogadores.
Os italianos ainda podiam ter aumentado a vantagem antes do intervalo, após serem beneficiados com uma penalidade, mas McCloskey esteve brilhante ao recuperar a posse de bola. Ainda assim, os italianos foram para o balneário com o moral em alta, liderando pela primeira vez um jogo do Seis Nações em Dublin, perante uma Irlanda algo abalada.
No entanto, os irlandeses deram a resposta que o selecionador Andy Farrell e os adeptos esperavam logo após o reatamento – Conan marcou ensaio. O dia difícil de Prendergast continuou, ao falhar novamente a conversão.
A Irlanda escapou no minuto 50, quando o ensaio de Lynagh foi anulado devido a um passe para a frente de Tommaso Menoncello, um desfecho ingrato para uma excelente jogada individual deste último. Farrell mexeu então na equipa, lançando Jamison Gibson-Park, Tadhg Beirne e Ronan Kelleher. O pesadelo de Prendergast terminou aos 55 minutos, quando Farrell fez entrar Jack Crowley.
A mudança na equipa irlandesa foi notória. Conseguiram a melhor jogada de passes do encontro, com McCloskey a voltar a ser decisivo no último passe e Baloucoune a mostrar grande qualidade técnica para apoiar a bola na área de ensaio. Crowley converteu e, pouco depois, aumentou a vantagem com uma penalidade bem executada, fixando o resultado em 20-10. Garbisi ainda respondeu com uma penalidade a 14 minutos do fim.
Os italianos pressionaram bastante, mas James Lowe acabou com as esperanças transalpinas ao intercetar um passe e garantir à Irlanda uma vitória talvez sofrida, mas fundamental.
