Râguebi: Jogadores de Inglaterra apoiam Borthwick a 100%, apesar de um Seis Nações fraco

O selecionador de Inglaterra Steve Borthwick com Tom Roebuck
O selecionador de Inglaterra Steve Borthwick com Tom RoebuckREUTERS/Ciro De Luca

Inglaterra terminou uma campanha morna no Seis Nações com uma derrota emocionante por 48-46 frente à campeã França, em Paris, após uma edição marcada por recordes, mas pelos piores motivos.

No entanto, o flanqueador Sam Underhill garantiu que o grupo apoia totalmente Steve Borthwick, apesar das dúvidas que persistem sobre o selecionador principal.

A equipa de Borthwick terminou na 5.ª posição da tabela, depois de conquistar apenas uma vitória pela primeira vez na história do Seis Nações.

Sofreram a primeira derrota frente à Itália e cederam a derrota mais pesada de sempre em casa contra a Irlanda.

No início do torneio, o habitualmente reservado Borthwick afirmou publicamente o objetivo de chegar à capital francesa com o pleno de vitórias do Grand Slam ainda em disputa – algo que esteve longe de acontecer.

"Apoiamos-no a 100 por cento", disse Underhill aos jornalistas.

"Tem de ser assim. Faz parte do desporto. Ou estamos todos juntos, ou não estamos, percebe? Há sempre opiniões externas, mas no fim de contas, os únicos que estão na sala são os treinadores e os jogadores", acrescentou o terceira linha de Bath, de 29 anos.

À entrada do Seis Nações, Inglaterra vinha de 11 vitórias consecutivas em Testes, e somou a 12.ª ao golear País de Gales no fim de semana inaugural da competição.

Depois seguiram-se quatro derrotas seguidas, com Borthwick sem conseguir definir combinações chave de posições, como a de abertura, em que o experiente George Ford foi substituído pelo jovem Fin Smith.

O ataque de Inglaterra mostrou-se por vezes desorganizado, evidenciado pela incapacidade de encontrar um resultado decisivo no final do jogo contra a Itália, e a disciplina também tem sido um problema.

Underhill, nascido nos Estados Unidos, foi um dos três jogadores de Inglaterra a ver o cartão amarelo durante as derrotas frente à Itália e à França, o que custou caro à equipa.

"No fim de contas, são os jogadores que têm de ir lá para dentro e mostrar rendimento ao fim de semana", afirmou Underhill.

"Há sempre aspetos que queremos mudar ou fazer de forma diferente. Nunca ninguém jogou um jogo perfeito, mas para nós, enquanto jogadores, queremos jogar e evoluir. Queremos clareza por parte dos treinadores. Acho que isso existe", acrescentou.

Segue-se para a equipa de Borthwick uma deslocação exigente ao terreno dos campeões mundiais África do Sul, a 4 de julho.

Inglaterra só venceu uma vez fora frente aos Springboks neste século.

"Será um enorme desafio e também uma grande oportunidade", referiu Underhill.

"Queremos sempre jogar contra os melhores e isso é um reconhecimento para os Springboks. Eles estabeleceram um padrão incrivelmente elevado enquanto equipa", elogiou.