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Paragem: "Não vou mentir, não conseguia ver os jogos. Lembro-me que, no primeiro jogo, estava em casa, em Sevilha, e a minha mãe tinha o jogo a passar lá em baixo. Eu estava lá em cima e não conseguia ver. Foi muito difícil, não só os jogos da Espanha, como não conseguia ver nenhum jogo. No final, imaginava-me lá e não estar presente foi muito difícil psicologicamente para mim. Até os meus amigos me diziam para ir a casa ver os jogos e, no início, eu dizia-lhes que não podia. Com o passar do tempo, vai-se assimilando e, a partir de Portugal, já os vi. Ali já era impossível não ver. Eu também sofria. Graças a Deus, este pesadelo já passou. O importante é que me sinto novamente futebolista e desfruto daquilo que mais gosto. Ao dar os passos certos, vê-se a luz ao fundo do túnel. É uma lesão muito complicada. É preciso dar os passos certos para que não haja complicações. Sinto-me até melhor do que antes. Estou grato aos serviços médicos do FC Porto e aos meus entes queridos".

Ausência do Mundial: "Foi uma pena, porque a primeira coisa em que pensei assim que me disseram foi no Mundial. Era um objetivo que me tinha proposto há bastante tempo, quando ainda nem sequer era futebolista profissional, e vê-lo tão perto foi uma pena. Talvez pareça mentira, mas juro-te. Quando estava na equipa de reservas do Granada, jogar no próximo Mundial foi um objetivo que me propus. A verdade é que vê-lo tão perto e perdê-lo por um infortúnio foi muito difícil para mim. Estava a ser uma época muito positiva e foi um golpe duro. Agora sinto-me muito bem e o importante é recuperar o ritmo".
Luis de la Fuente e a final do Mundial: "A verdade é que lhe agradeço por se preocupar comigo. Ligou-me umas duas vezes. É um gesto que se agradece. Convidaram-me para assistir à final lá em Nova Iorque. Não estava à espera disso. Estava em concentração com a equipa em Inglaterra e, depois do treino, ligaram-me para saber se eu queria assistir à final. Fiquei super nervoso, nem acreditava. No fim de contas, o facto de terem esse carinho por ti diz muito sobre a federação. Sem pensar duas vezes, disse que sim e, alguns dias depois, lá fui eu. Foi uma coisa muito bonita".
Objetivo: "Desde que me lesionei, o meu objetivo era claro: voltar a competir ao mais alto nível. Espero regressar à seleção o mais cedo possível, sabendo que é muito difícil e que há muita concorrência. Quero poder desfrutar de muitos jogos e ver se consigo marcar o meu primeiro golo, que ainda me está a escapar. Espero marcá-lo pela seleção. É uma das coisas que mais desejo a curto prazo. Espero que isso aconteça o mais cedo possível".

