O ciclo mundialista rumo a 2026 começou com uma única certeza: Santiago Giménez era o avançado que iria liderar o México no Mundial disputado em casa. A decisão de o deixar fora da lista final para o Catar foi vista como uma afronta ao orgulho nacional.
Com o estatuto de ídolo conquistado no Feyenoord dos Países Baixos, o Chaquito exigia espaço no Tri e ninguém duvidava que o merecia. No entanto, para infelicidade da sempre sofrida massa adepta mexicana, o ciclo mundialista de Giménez transformou-se num autêntico pesadelo para o atual jogador do Milão e para os planos de Javier Aguirre.
Uma adaptação difícil e lesões preocupantes
Um ano após ter chegado como reforço de peso ao AC Milan, da Serie A italiana, o mexicano tem enfrentado dificuldades na adaptação a uma Liga de nível muito superior e uma série de problemas físicos; o mais recente, no tornozelo, obrigou-o a ser operado.
Há apenas uma semana, Giménez voltou aos treinos com o conjunto italiano, onde dirigentes, equipa técnica e jogadores aguardam ansiosamente o seu regresso. O avançado mexicano espera melhorar os seus números recentes, depois de ter marcado apenas sete golos nos 30 jogos disputados em quase 13 meses.
Um pedido do Milão
Após o seu regresso, o primeiro interessado em vê-lo de volta ao relvado era Javier Aguirre. O Vasco sabe que tem de aproveitar a qualidade de Giménez e que os jogos frente a Portugal e Bélgica seriam a oportunidade ideal para o fazer. Contudo, o experiente treinador mexicano vai ficar com esse desejo por cumprir.
Depois de a Seleção Mexicana de Futebol ter realizado todos os procedimentos necessários para confirmar a convocatória, a equipa técnica liderada por Aguirre deparou-se com a recusa respeitosa do Milan, que pediu ao Vasco para deixar Giménez em Itália, de modo a continuar o seu processo de recuperação física e prepará-lo para estar em condições no plano futebolístico.
Na quinta-feira, quando Aguirre divulgar a lista de convocados para a última data FIFA antes do Mundial, Giménez não estará incluído. Uma situação que continua a preocupar o Vasco, que terá de fazer verdadeiros malabarismos para apresentar uma equipa competitiva no jogo de estreia do Mundial, a 11 de junho, frente à África do Sul.
