O esqui croata está abalado desde março por uma investigação a seis pessoas, entre as quais o ex-diretor das equipas nacionais de esqui Vedran Pavlek, suspeito de ter desviado cerca de 30 milhões de euros destinados à federação de esqui entre 2018 e 2026.
Damir Segota, diretor do programa olímpico no seio do Comité Olímpico e detido na quinta-feira, apresentou a sua demissão na sexta-feira. Um juiz de instrução decidirá ao longo do dia se será ou não colocado em prisão preventiva.
A sua esposa, também detida na quinta-feira, foi libertada após ter sido ouvida pelos investigadores, segundo os meios de comunicação locais.

"Casos individuais que não devem lançar uma sombra sobre os milhares de desportistas, treinadores, agentes do mundo desportivo e federações desportivas nacionais que contribuem todos os dias, com o seu trabalho, para o desenvolvimento do desporto croata", sublinhou o Comité no comunicado em que anunciou a demissão de Segota.
Subornos de milhares de euros
Os investigadores acusam Segota de ter recebido entre 2023 e 2026 cerca de 170.000 euros em subornos por parte de Pavlek, para aumentar nesse mesmo período em mais de dois milhões de euros os fundos atribuídos à Federação de Esqui para um programa dedicado aos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina, indicou na sexta-feira a Procuradoria num comunicado.
Segota é suspeito de ter investido a maior parte do dinheiro recebido na compra de ouro online, em seu nome e em nome da sua esposa, segundo a referida instituição.
Na quinta-feira foram realizadas buscas no seu gabinete e no do secretário-geral do Comité, Sinisa Krajac, que também foi ouvido pelos investigadores na qualidade de testemunha, segundo o Comité Olímpico.
O escândalo abalou de forma mais ampla o desporto croata: o presidente do Comité Olímpico, Zlatko Matesa, demitiu-se em maio; e o ministro do Desporto, Tonci Glavina, considerou na quinta-feira perante a comunicação social que as investigações deviam ser minuciosas e que "toda a pessoa considerada responsável deve ser sancionada".
