O resultado deu continuidade a um padrão impressionante nesta edição do torneio, com todos os seis encontros da primeira ronda a terminarem 6-2, mas este duelo esteve longe de ser uma formalidade.
Hawkins entrou melhor, conquistando o primeiro frame depois de Higgins falhar a preta, quando liderava por 35-0.
Uma série de 58 pontos deu ao inglês um início merecido, mas o encontro rapidamente mudou de rumo assim que Higgins estabilizou. O tetracampeão mundial respondeu com uma série de 50 no segundo frame para empatar, e depois fez uma decisiva de 71 no terceiro, aproveitando um erro de Hawkins que lhe abriu a porta quando estava a vencer por 46-0.
Com o marcador em 1-1, Higgins, de 50 anos, somou duas meias-centenas consecutivas, incluindo uma de 53 no quarto frame, transformou pequenas oportunidades em frames e chegou ao intervalo com uma vantagem de 3-1.
Hawkins não foi inferior nas trocas abertas, mas os detalhes fizeram a diferença. Pretas falhadas, bolas de segurança mal executadas e vermelhas soltas deram sucessivas hipóteses a Higgins, que aproveitou sem hesitar.
O quinto frame ainda deu alguma esperança a Hawkins, que conseguiu uma série de 64, mas uma vermelha falhada acabou por ser decisiva. Higgins limpou a mesa e passou para 4-2, antes de protagonizar o momento-chave do encontro.
Uma excelente vermelha longa abriu caminho no sexto frame, seguido de uma série notável de 99 pontos.
Com 5-2, o desfecho estava praticamente selado. Hawkins passou quase uma hora sem conseguir encaçapar uma bola, enquanto Higgins manteve a pressão, aliando precisão defensiva a pontuação eficaz.
O último frame seguiu o mesmo guião. Higgins somou 61 pontos antes de garantir o triunfo ao encaçapar a última vermelha na bolsa amarela, fechando o encontro em pouco mais de duas horas e assegurando a presença nos quartos de final do Masters pela 16.ª vez.
