Recorde as incidências da partida

O golo decisivo foi apontado por Leandro Paredes, que recuperou de uma lesão em tempo recorde e fez o gosto ao pé aos 87 minutos, com a colaboração do guarda-redes Léo Jardim. O Boca Juniors colocou ainda fim a uma série de 11 jogos consecutivos sem vencer em solo brasileiro.
O Boca Juniors vai disputar a final da Taça Sul-Americana a 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia, frente ao vencedor da eliminatória entre Atlético-MG e Montevideo City Torque. A equipa brasileira venceu a primeira mão por 3-0 e parte com uma vantagem confortável para o encontro decisivo.

Vantagem desfeita em apenas três minutos
O Vasco viveu uma primeira parte de pesadelo no Maracanã. O entusiasmo dos adeptos sofreu o primeiro golpe logo aos três minutos, quando Di Lollo levou a melhor sobre Sosa nas alturas e cabeceou para o canto da baliza de Léo Jardim, inaugurando o marcador no Rio de Janeiro.
A equipa orientada por Pedro Emanuel acusou o golo sofrido e permitiu que o Boca Juniors assumisse o controlo da partida. Sem conseguir criar verdadeiro perigo junto da baliza de Álvaro Montero, o Vasco viu a situação complicar-se ainda mais aos 31 minutos, quando Saldivia aliviou mal a bola e Villa lançou Merentiel em profundidade.
O avançado argentino surgiu isolado perante Léo Jardim e, com um toque subtil, bateu o guarda-redes à saída, ampliando a vantagem do Boca Juniors e colocando os visitantes na frente da eliminatória.
O triunfo do Vasco por 1-0 na Bombonera deixava assim de ser suficiente, para incredulidade dos adeptos da equipa carioca, que chegaram a assobiar os jogadores à saída para o intervalo.
Uma esperança renovada e um erro fatal
Com a corda ao pescoço, o Vasco entrou para a segunda parte disposto a arriscar tudo e conseguiu reduzir a desvantagem aos 65 minutos, por intermédio de Puma Rodríguez. O lateral finalizou de trivela e restabeleceu a igualdade na eliminatória (2-2), resultado que, naquele momento, levaria a decisão para as grandes penalidades.
No entanto, a noite estava longe de correr de feição à equipa brasileira. Aos 87 minutos, Leandro Paredes resolveu a eliminatória, com uma ajuda preciosa de Léo Jardim.

Campeão do mundo pela Argentina e principal figura do Boca Juniors, o médio recuperou de uma lesão muscular de grau 2 na coxa direita em tempo recorde, cerca de dez dias, entrou na segunda parte e acabou por ser decisivo.
O período de recuperação de uma lesão desta natureza costuma variar entre quatro e seis semanas. Paredes, porém, apresentou uma evolução surpreendente e regressou aos treinos com bola antes da meia-final, depois de ter sido submetido a um tratamento com plasma rico em plaquetas (PRP).
Todo o esforço acabou por compensar. Paredes arriscou um remate de muito longe e contou com uma falha comprometedora de Léo Jardim, que deixou a bola entrar na baliza. O golo voltou a colocar os argentinos em vantagem na eliminatória e selou o apuramento do Boca Juniors para a final da Taça Sul-Americana.
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