"Vamos apanhar bons dias de surf logo nos primeiros dias do evento. O 'swell' (ondulação) vai aparecer", afirmou Francisco Spínola, diretor-geral para a Europa, África e Médio Oriente (EMEA) da Liga Mundial de Surf (WSL), na conferência de imprensa de lançamento da etapa portuguesa.
O MEO Rip Curl Pro Portugal, que vai rolar entre 16 e 25 de outubro, é a 10.ª e antepenúltima etapa do circuito principal da WSL, o Championship Tour (CT), e, depois de quatro anos consecutivos a decorrer no final do inverno, volta a ser disputado no outono, sendo decisivo nas contas para os títulos mundiais de 2026.
"O posicionamento da prova nesta reta final do circuito mundial, de regresso a outubro, traz também aqui uma importância maior a esta etapa", realçou o responsável, sublinhando a relevância do evento para o desenvolvimento do surf, a valorização do território e a promoção de Portugal além-fronteiras.
De acordo com os últimos dados disponíveis, hoje divulgados pela organização, a edição de 2024 da prova de Supertubos gerou um impacto económico de cerca de 20 milhões de euros. Ora, se este valor for multiplicado pelos 17 anos do evento em Peniche, são mais de 300 milhões de euros (ME).
Além disso, segundo a WSL, o retorno mediático nacional ultrapassou os 45 ME na edição de há dois anos, aumentando cerca de 53% entre 2015 e 2024.
No final da conferência, em declarações aos jornalistas, Francisco Spínola reforçou a importância de realizar a etapa portuguesa durante o mês de outubro, com condições de ondulação e vento normalmente mais favoráveis do que durante o inverno.
"Voltarmos para outubro é muito satisfatório e os surfistas estão a adorar. Neste primeiro dia de 'warm up' (treino) estão altas condições, ondas com (um tamanho de) quatro a seis pés, que são dois metros, 'offshore' (vento terra-mar), vários tubos, e é por isso que se chama Praia de Supertubos", vincou.
Por seu turno, Miguel Fortes, consultor da WSL, afirmou à Lusa que "as previsões são excelentes" para o arranque do campeonato na sexta-feira.
"Hoje, temos boas ondas para os treinos e amanhã deve estar parecido, ou até um bocadinho maior da parte da manhã. O vento vai estar 'offshore', perfeito, e depois o 'swell' tende a cair. Portanto, nesta primeira fase do evento, nos primeiros dias, vão estar boas condições", salientou.
E acrescentou: "Amanhã, pelas previsões que temos, deve ser o melhor dia do período de espera. Então, vamos fazer o máximo que pudermos, e começar logo às 08:00. Estou 100% confiante de que vão estar boas condições logo de manhã para arrancar a prova".
A organização espera que, tal como nas anteriores 16 edições, a prova atraia este ano milhares de fãs à Praia de Supertubos, sendo que o recorde de afluência é de 40 mil pessoas num único dia e uma média de 120 mil pessoas por prova, contribuindo para um aumento da atividade dos setores do alojamento, restauração, comércio, serviços e turismo.
"Há um antes de 2009 e um pós-2009, e temos aqui uma responsabilidade muito grande de transformar esta visibilidade em oportunidades", afirmou o presidente da Câmara Municipal de Peniche, Filipe Sales, mostrando-se confiante de que nos próximos dias "a praia vai estar cheia", até porque a oferta hoteleira está cheia, a rondar os 95% de taxa de ocupação, e fora da época alta.
Já Carla Simões, diretora do Turismo de Portugal, assinalou que "o surf deixou de ser só um evento e passou a ser um ativo turístico" para o país, que tem vindo cada vez mais a apostar na modalidade nas suas campanhas internacionais.
Hermínio Rodrigues, presidente da Oeste CIM, frisou que "o surf é um ícone do Oeste, um ícone do país, mas acima de tudo, um ícone internacional".
