Gaël Monfils é um jogador surpreendente. Ou melhor, era. A notícia que começava a ganhar força é mesmo verdadeira. Desde o passado dia 5 de outubro, o francês está inscrito como retirado no site da Agência Internacional para a Integridade no Ténis (ITIA), a entidade responsável pela integridade da modalidade.
E as regras são claras. Uma vez considerado retirado, não é possível voltar atrás, pelo menos de imediato. É necessário submeter-se a controlos antidoping durante seis meses antes de poder regressar aos courts de ténis. Assim, é agora oficial: Gaël Monfils retirou-se.
Uma reforma à sua imagem?
A entidade confirmou-o, aliás, esta manhã ao jornal L'Équipe. A ITIA confirmou que foi o francês quem comunicou a sua retirada. Não haverá, portanto, uma última dança: o último encontro de "La Monf" foi a segunda ronda do US Open, perdida frente a Learner Tien no mês passado.
De certa forma, a despedida já tinha acontecido no último Roland Garros. Antes do torneio, organizou uma noite especial que reuniu grandes nomes da modalidade, como Jannik Sinner, Naomi Osaka e Novak Djokovic.
Mas acabou por ser à sua imagem. Um desfecho inesperado, quando se preparava uma torrente de lágrimas no Masters 1000 de Paris, que, tudo indicava, seria o seu último torneio. Afinal, não será assim: embora tivesse anunciado que se retiraria no final da temporada, Gaël Monfils fê-lo sem dizer nada a ninguém. E se foi melhor assim?

