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Taranto 2026: Cavalos e cavaleiros encontraram condições “muitíssimo aceitáveis”

Cavaleiro português Duarte Seabra
Cavaleiro português Duarte SeabraRoberto Tommasini / Alamy / Profimedia

Oito anos após conquistarem o ouro, os cavaleiros portugueses sentem-se mais envolvidos na Missão portuguesa em Taranto 2026, onde, segundo Duarte Seabra, encontraram condições “muitíssimo aceitáveis” para os cavalos, apesar do intenso calor.

“Sentimo-nos muito mais envolvidos, porque estamos aqui na Vila, junto com todos os outros atletas. Quando foi Tarragona (2018), estávamos separados do resto dos atletas, porque o nosso recinto de provas era longe da Vila. Realmente aqui, dá assim um ambiente mais de espírito do equipa, por isso estamos a desfrutar disso”, começou por dizer à Lusa.

O olímpico português integrou a equipa que há oito anos, na primeira participação de Portugal em Jogos do Mediterrâneo, conquistou o ouro coletivo nos saltos de obstáculos, e agora está de volta ao evento, com o mesmo orgulho por representar o país.

“Quando estamos numa missão Olímpica, tem sempre um gosto especial, não é? Realmente sentimo-nos muito mais próximos do que é um atleta de alta competição. Se bem que a idade média aqui já é um bocadinho mais nova do que a minha, mas, no nosso desporto, temos a sorte de ter uma grande longevidade. É espetacular podermos estar a viver isto”, reconheceu.

Após ter competido no domingo na belíssima Terra Jonica, Duarte Seabra conta à Lusa que no picadeiro de Taranto 2026 encontrou condições “muitíssimo aceitáveis”.

“A pista, realmente, tem um enquadramento lindíssimo. Obviamente, no nível de competições que nós fazemos ao dia de hoje - e no meu caso compito no mundo inteiro -, claro que isto não é uma surpresa para mim. (...) A pista é boa, o piso, normalmente que é muito importante, onde os cavalos estão a saltar, esteve bastante bem”, avaliou.

Apesar de as provas terem sido à noite, “estava muito calor” na competição por equipas, na qual Portugal foi quinto.

“Nestes eventos, que organizam várias modalidades, não estão, se calhar, tão habituados a esta parte dos cavalos. Há certas coisas que faltam. Em países muito quentes, normalmente, as boxes são climatizadas, como eram nos Jogos Olímpicos. As boxes dos cavalos, neste caso, não são. Mas, enfim, tudo se está a fazer, também temos os veterinários da nossa equipa connosco e que mantém a coisa a funcionar bem. Os cavalos estão bem”, afirmou.

Para atenuar os efeitos do calor, a organização providenciou “várias ventoinhas e água com gelo para quem precisasse arrefecer rapidamente os cavalos”.

“Não é que fosse nada de grande luxo, mas o mínimo indispensável estava lá e a organização pensou nesses pormenores, o que foi, sem dúvida, importante”, notou, revelando que os cavalos “têm sempre com eles ventoinhas” e as suas boxes “estão sempre ventiladas o mais possível”.

Duarte Seabra contou que, devido às temperaturas altas, os cavalos viajaram de noite para a cidade dos dois mares, com cada um dos quatro cavaleiros presentes em Taranto2026 – os outros são António Matos de Almeida, também campeão em Tarragona 2018, Hugo Carvalho e Rodrigo Sampaio Peixoto – a usar os seus meios próprios para deslocarem o outro binómio do conjunto.

“Os meus cavalos nesta fase do ano estão na Holanda, por isso a viagem para o cavalo não foi tão comprida como os outros dois que vieram de Portugal. E, depois, temos outro elemento que vive na Suíça, por isso esse ainda estava mais perto”, precisou.

Após o quinto lugar por equipas, o cavaleiro luso de 40 anos admite que a “expectativa maior” da delegação de equestre era na prova coletiva.

“Nós a última vez que fizemos os Jogos fomos medalha de ouro por equipa, por isso, logicamente, que levávamos aqui uma expectativa alta. No entanto, esta equipa que trouxemos aqui não era, se calhar, mesmo não só o cavaleiro, mas os cavalos também, tão experiente como era em Barcelona, em termos dos conjuntos na totalidade”, admitiu.

Considerando que o quinto posto coletivo “não foi mau”, Seabra acredita que nada está perdido para a prova individual dos saltos de obstáculos, agendada para esta terça-feira.

“Eu e o Carvalho, estamos empatados, com igualdade de pontos, com mais alguns em 10.º. Acho que está tudo em aberto, estamos a uma falta da medalha, por isso agora temos que manter o resultado bom e esperar que os que estão à nossa frente façam o erro”, antecipou.


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