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Taranto-2026: Maria Inês Barros quer mais nestes Jogos e já pensa em Los Angeles-2028

Maria Inês Barros é uma das olímpicas portuguesas
Maria Inês Barros é uma das olímpicas portuguesasCOP

Maria Inês Barros quer superar nestes Jogos do Mediterrâneo a prata conquistada no tiro com armas em caça em Oran-2022, com a portuguesa a confessar à Lusa que os próximos Olímpicos estão na sua mente desde Paris-2024.

A minha última prova dos Jogos do Mediterrâneo correu extremamente bem. Não foi o melhor dos melhores, mas consegui trazer a medalha para casa, a medalha prata. O meu objetivo é superar o meu resultado anterior, vamos ver se consigo”, assumiu.

É o ouro que está na mente da atiradora, que entra hoje em ação na qualificação de trap em Taranto-2026 e que procura sempre “conseguir fazer o melhor para Portugal”.

Dois anos depois de se estrear nos Jogos Olímpicos, Maria Inês Barros admite que pensa em Los Angeles-2028 desde que acabou a sua prestação em Paris2024, onde foi oitava classificada.

Já estamos a meio do ciclo, mas nós ainda não começámos o nosso apuramento, no tiro com armas de caça, mas temos trabalhado forte para conseguir os nossos objetivos, estamos bem preparados e vamos chegar lá”, afirmou.

Instada pela Lusa a recordar a experiência olímpica, a atiradora de 25 anos confessou que “parece que, às vezes, é quase como acordar de um sonho”.

Às vezes, parece que a prova nem aconteceu, parece que já foi há muitos anos e, na verdade, foi há dois anos, mas o tempo passa e agora é focar nos próximos e fazer melhor”, antecipou.

Confiante no apuramento para os Jogos Olímpicos, a jovem veterinária concede que vai estar mais preparada para enfrentar as especificidades do maior evento desportivo mundial.

Agora já tenho mais experiência, já sei como é que vai ser. Uma pessoa diz isto, mas depois chega lá e é sempre um ambiente diferente. Mas são provas de cariz muito especial, que acarretam uma responsabilidade grande e que exigem um esforço enorme dos atletas. Eu tinha noção disso para Paris, mas mesmo assim fiquei chocada”, assumiu.

Embora se tenha preparado “da melhor forma” que achou possível, Barros percebeu no Centro de Tiro de Châteauroux, a cerca de 270 quilómetros da capital francesa, que havia outras formas de antecipar a sua participação olímpica.

Pioneira em Jogos Olímpicos – foi a primeira mulher portuguesa a competir no tiro com armas de caça -, a atiradora lembrou as colegas que vieram antes de si e “abriram muitas portas” para que o seu sonho fosse possível, dizendo esperar ter conseguido fazer o mesmo para “futuras atletas”.

Uma das figuras da Missão portuguesa em Paris-2024, a ainda vice-campeã mediterrânica em título deu projeção à sua modalidade na sua caminhada olímpica, algo a que diz estar habituada desde sempre.

Em toda a minha vida aconteceu isso, por engraçado que pareça, porque eu fui para a escola, os meus colegas não conheciam o meu desporto. Eu fui para a universidade, eles também não conheciam o meu desporto. Então, desde sempre foi essa ‘cena’ do tiro, porque não é um desporto muito conhecido, muito menos que se saiba que é olímpico”, notou.

No entanto, Barros reconhece que após Paris-2024 houve “imensa gente” a abordá-la, “porque para além de (o tiro com armas de caça) não ser muito conhecido, não tinham noção que existiam tantas mulheres a competir”.

Presente nos Jogos do Mediterrâneo pela segunda vez, a porta-estandarte da Missão portuguesa em Taranto-2026 tem como objetivos a prazo conseguir o apuramento para os Jogos Europeus do próximo ano e, obviamente, para os Jogos Olímpicos.

Esse é o foco principal. E trazer mais medalhas para Portugal. É sempre esse o objetivo”, concluiu.


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