A jogadora de 21 anos deixa os Jogos Asiáticos depois de não conseguir concretizar a ambição de conquistar o ouro para o seu país, tendo-se conformado com a medalha de bronze.
Eala é seguida por todo o lado por adeptos entusiastas, ansiosos por ver de perto a número 18 mundial, que em agosto se tornou a primeira jogadora das Filipinas a conquistar um título no circuito feminino da WTA.
"Às vezes sinto-me mesmo assoberbada. Mas compreendo que é um enorme privilégio estar na posição em que estou e poder concretizar os sonhos que sempre tive desde criança. Por isso, é algo que tive de aceitar que faz parte da profissão. É assim que as coisas são. Estou preparada para o desafio", afirmou Eala.
Eala, que faltou ao prestigiado Open da China, em Pequim, para representar o seu país nos Jogos Asiáticos, disse que levaria boas recordações, apesar de ter sido eliminada nas meias-finais após uma derrota em três sets frente à chinesa, de ranking inferior, Wang Xinyu. Wang viria a derrotar a compatriota Zhang Shuai para conquistar o ouro na sexta-feira.
"A pressão faz parte, mas estou muito feliz por ter podido competir aqui. Poder partilhar isto com o povo filipino é muito importante. Não tenho arrependimentos. Dei tudo em campo", disse Eala, que era a primeira cabeça de série.
Com o ouro nos Jogos vem a qualificação direta para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Eala afirmou que continua a ser o seu "sonho" competir em Los Angeles.
"Há outras formas de conseguir a qualificação para os Jogos Olímpicos, por isso penso que também é uma motivação extra. Competir nos Jogos Olímpicos é definitivamente um sonho meu. Por isso, se há algo que retiro daqui, é que saio ainda mais motivada", disse.
