Ténis: Bia Haddad derrotada por Linda Fruhvirtova na 1.ª ronda do Challenger de Austin

Bia Haddad perdeu logo na 1.ª ronda do WTA 125 de Austin
Bia Haddad perdeu logo na 1.ª ronda do WTA 125 de AustinMichael ERREY / AFP

A tentativa de Beatriz Haddad Maia de recuperar a confiança num torneio de menor porte não surtiu o efeito esperado. Esta segunda-feira, a tenista brasileira foi eliminada pela checa Linda Fruhvirtova (121.ª do ranking) na estreia do WTA 125 de Austin.

Recorde as incidências da partida

Linda Fruhvirtova, de 20 anos, superou Bia com os parciais de 6/3, 6/7 (4-7) e 6/4 em 2h38. 

Ainda sem técnico, a número 1 do Brasil voltou a sofrer com a instabilidade do seu serviço, e segue sem vencer no quadro principal do WTA tour em 2026.

Este foi o primeiro torneio nível challenger que Bia jogou em quase 4 anos.

O serviço foi o grande vilão da paulista durante todo o confronto. No primeiro set, Bia colocou apenas 45% dos primeiros serviços em quadra e cometeu cinco duplas faltas.

Após uma gangorra no segundo set — a paulistana chegou a liderar por 5-1, permitiu a reviravolta para 5-6, mas procurou a vitória no tiebreak —, Bia Haddad parecia ter o controlo do jogo no parcial decisivo.

Haddad Maia chegou a abrir 4-2 no set decisivo. No entanto, o serviço voltou a ruir: foram seis duplas faltas no parcial final – duas apenas no último jogo do duelo –, totalizando 15 em toda a partida.

Mesmo sem fazer um bom jogo, Fruhvirtova aproveitou a brecha, venceu os últimos quatro jogos e selou a qualificação. Ao todo, o confronto registou 10 quebras de serviço, com a checa a aproveitar seis das 12 ocasiões que teve para punir os erros da brasileira.

Em 2026, Bia acumula apenas 1 vitória em 9 jogos, conquistada ainda na qualificação de Doha contra uma convidada sem ranking. Em quadros principais, não vence desde setembro, na estreia do WTA 500 de Seul, antes da pausa que fez para cuidar da saúde física e mental.

A canhota paulistana agora prepara-se para o WTA 1000 de Miami, ainda no piso duro, antes de iniciar a transição para a relva em Charleston e defender o Brasil na Grupo I da Billie Jean King Cup.