Recorde as incidências da partida
Para além da dor e do facto de não poder lutar até ao fim nos quartos de final de um torneio do Grand Slam, parece ter sido o facto de estar a liderar frente a Djokovic que mais o marcou.
"Nunca imaginei o que seria ser forçado a desistir quando estou a ganhar por dois sets a zero frente ao Novak e a jogar tão bem. É realmente doloroso", comentou o italiano de 23 anos, que atirou a toalha em Melbourne quando vencia por 6-4, 6-3, 1-3.
"Senti algo estranho na minha perna direita no início do segundo set, mas estava mesmo a jogar muito, muito, muito bem, por isso continuei. Mas a dor só foi aumentando. Quando pedi o tempo médico para descansar três minutos sentado, quando voltei ao jogo o nível de dor era ainda maior e continuava a aumentar...", contou.
Sem ainda ter realizado exames, não pôde avançar com um diagnóstico médico, mas segundo o próprio, suspeita de uma "rotura", talvez "ao nível dos adutores".
De qualquer forma, "era um pouco demasiado acima (na coxa) para poder ser enfaixado", sublinhou. "Vou fazer exames quando chegar a casa e direi exatamente o que é", prometeu aos jornalistas.
Já no ano passado em Roland-Garros, foi obrigado a abandonar nas meias-finais frente a Carlos Alcaraz, devido a uma lesão na mesma perna direita.
"Não sinto que seja exatamente no mesmo sítio, considerou esta quarta-feira. "Mas é difícil dizer antes de fazer exames."
Salvo da derrota por este abandono, segundo as suas próprias palavras, Djokovic qualificou-se assim para as meias-finais do Open da Austrália e vai defrontar o vencedor do encontro entre Jannik Sinner e Ben Shelton.
