Rybakina 2-0 Swiatek
Vencedora de seis títulos do Grand Slam – a campeã em título de Wimbledon venceu Roland Garros quatro vezes e uma vez o Open dos Estados Unidos -, a número dois mundial tem falhado invariavelmente em Melbourne Park, onde nunca além das meias (2022 e 2025), e este ano não foi exceção.
Esta quarta-feira, Swiatek caiu nos quartos de final, ao perder por 7-5 e 6-1, em uma hora e 35 minutos, com a cazaque Elena Rybakina, que voltou a demonstrar uma aptidão especial para derrotar tenistas do top 10 mundial – foi a sua oitava vitória consecutiva sobre adversárias desta categoria.
“Eu sei o que preciso de melhorar”, desabafou a polaca, após ser afastada pela quinta classificada do ranking WTA, que foi finalista em Melbourne Park em 2023.
Na próxima ronda, Rybakina, que ganhou 18 dos seus últimos 19 encontros, vai defrontar Jessica Pegula, a norte-americana que esperou 30 anos para atingir as meias de um Grand Slam e agora vai na terceira presença nos cinco últimos majors.
Pegula 2-0 Anisimova
A sexta jogadora mundial bateu a compatriota Amanda Anisimova, por 6-2 e 7-6 (7-1), em uma hora e 35 minutos, impedindo a quarta pré-designada e vice-campeã em título de Wimbledon e do Open dos Estados Unidos de tentar chegar pela terceira vez consecutiva à final de um Grand Slam.
“Estou muito satisfeita com a minha exibição”, assumiu Pegula, depois de qualificar-se pela primeira vez para as meias do Open da Austrália.
Se no quadro feminino as semifinalistas não foram necessariamente as esperadas, do lado masculino não houve surpresas… porque Lorenzo Musetti desistiu quando ganhava a Novak Djokovic por 4-6, 3-6 e 3-1.
“Senti (a lesão) no início do segundo set. Senti que havia algo estranho na minha perna direita. Continuei a jogar, porque estava a jogar mesmo, mesmo bem, mas sentia a dor a aumentar”, detalhou depois o italiano, descrevendo a sua desistência como “verdadeiramente dolorosa”.
Musetti 2-0 Djokovic (desistência)
O azar do quinto classificado do ranking ATP, que se tornou no primeiro tenista na Era Open a desistir nos quartos de final (ou nas rondas seguintes) de um Grand Slam depois de ter vencido os dois primeiros parciais, foi a sorte de Djoko.
Embora não ganhe um set desde a terceira ronda – beneficiou do abandono, também por lesão, de Jakub Mensik antes do encontro dos oitavos -, o recordista de títulos do Grand Slam (24) e de cetros no Open da Austrália (10) avançou para a sua 13.ª semifinal em Melbourne Park.
“Apercebi-me das dificuldades dele no início do terceiro set. É um grande azar para ele. Ele foi de longe o melhor jogador hoje e devia ter vencido o encontro. Sinto-me um sortudo”, assumiu o veterano sérvio de 38 anos, que nas meias-finais encontrará Jannik Sinner.
Shelton 0-3 Sinner
Numa reedição das meias da passada edição, o bicampeão em título do major australiano voltou a não ter problemas para derrotar o norte-americano Ben Shelton, impondo-se por 6-3, 6-4 e 6-4, em duas horas e 23 minutos – ganhou os últimos 22 sets disputados frente ao sétimo jogador ATP.
Aos 24 anos, o italiano, que ocupa a vice-liderança do ranking mundial, é apenas o sexto tenista na Era Open (desde 1968) a alcançar seis meias-finais consecutivas em torneios do Grand Slam.
“Hoje, senti que me estava a mexer um pouco melhor, que estava mais forte fisicamente. Estou muito contente por estar novamente nas semifinais”, declarou Sinner, que na quinta-feira irá defrontar Djoko pela 11.ª vez da carreira (lidera por 6-4 e venceu os últimos cinco embates entre ambos).
