Exclusivo com Pliskova: Viver "dia a dia" enquanto prossegue a recuperação

Uma Karolína Plíšková radiante celebra a vitória na 1.ª ronda
Uma Karolína Plíšková radiante celebra a vitória na 1.ª rondaPAUL CROCK / AFP

Em declarações ao Flashscore após a vitória na 1.ª ronda frente à norte-americana Sloane Stephens, Karolína Plíšková voltou a sublinhar que continua sem planos para além do Open da Austrália, já que ainda está a recuperar de duas intervenções cirúrgicas distintas no tornozelo esquerdo.

Disputando o seu primeiro encontro oficial em mais de três meses, depois de ter adiado o regresso nos torneios de arranque da época da WTA em Brisbane e Adelaide, Plíšková envolveu-se num duelo muito equilibrado no primeiro set com Stephens, vencendo um tie-break tenso por 9-7 antes de conseguir três breaks consecutivas de serviço no segundo set, disparando para uma vantagem de 5-0.

Foi apenas a segunda vez em cinco temporadas que Plíšková ultrapassou a 1.ª ronda do Australian Open e, enquanto prossegue uma recuperação cautelosa após uma longa ausência, recuperar a forma dourada de 2017-19 é a última das suas preocupações, poucos meses depois de ter ponderado abandonar o ténis por completo.

Uma das várias tenistas checas a garantir presença na 2.ª ronda do quadro de singulares femininos, Plíšková vai defrontar pela primeira vez a indonésia Janice Tjen, que protagonizou uma surpresa na terça-feira ao eliminar a cabeça de série número 22, Leylah Fernandez, do Canadá, em dois sets.

- Este era um dos encontros de 1.ª ronda mais aguardados assim que saiu o sorteio e correspondeu plenamente às expectativas, com duas finalistas de Grand Slam a darem tudo. Em que momento sentiu que estava a começar a controlar o encontro?

- Na verdade, desde o início, porque comecei mesmo muito bem. Depois começou a complicar-se um pouco, sobretudo por minha culpa, mas ela (Stephens) é uma excelente jogadora. Acho que o nosso registo frente a frente não é favorável para mim e tinha presente que perdi, penso eu, os últimos quatro jogos contra ela. Simplesmente não aprecio o estilo de jogo dela. Em piso rápido foi muito diferente da terra batida, onde já joguei tantas vezes contra ela.

O encontro de hoje foi muito rápido e penso que joguei razoavelmente bem – não de forma incrível, apenas bem – e claro que sendo o primeiro jogo após tanto tempo não esperava nada de extraordinário, mas foi bastante sólido.

- Da bancada parecia-nos que as coisas estão a começar a correr-lhe de feição novamente. Ainda é muito cedo no torneio, mas como se sente fisicamente?

- Estou bem. Trabalhei muito no ginásio, por isso penso que vou estar em condições.

- Sentimos muito a sua falta aqui na Austrália no ano passado, tanto quanto sentiu falta de jogar aqui. Sentiu o carinho do público hoje?

- Foi ótimo, especialmente tendo em conta que era apenas a 1.ª ronda. Penso que só tinha jogado uma vez naquele court (Kia Arena), mas estava cheio e o ambiente foi excelente. (Stephens) é uma grande campeã, por isso também teve muito apoio, mas a atmosfera foi fantástica.

- O seu processo de recuperação vai ser diferente desta vez, tendo em conta o que passou no ano passado?

- Vou passar muito mais tempo na marquesa com o fisioterapeuta desta vez! Mas é assim mesmo. Claro que já não tenho 20 anos e preciso de cuidar do meu corpo. Especialmente da perna que foi operada duas vezes. Terei de fazer outras coisas, mas de resto será semelhante.

- No mês passado disse-nos que não tinha planos para além do Australian Open devido à incerteza sobre a sua capacidade física e mental. Agora que começa a reencontrar-se em campo, já pensou mais no que poderá vir a seguir? Sente-se mais preparada para enfrentar uma época completa depois do sucesso de hoje?

- Ainda não tenho planos neste momento. Gostava de jogar um pouco mais (usando o meu ranking protegido), mas tudo vai depender de como o meu corpo reagir. Nem sequer sei como me vou sentir amanhã! Agora vivo dia a dia (risos).