Jovic, a jogadora mais jovem do top 100 feminino, surpreendeu a sétima cabeça de série e finalista de dois Slams, Jasmine Paolini, na sexta-feira ao garantir um lugar nos oitavos de final. Foi a maior vitória da sua ainda curta carreira e o lendário sérvio Djokovic, que tem mais 20 anos do que ela, teve influência nesse feito.
"Na verdade, falei um pouco com o Novak. Por isso, foi algo absolutamente incrível", afirmou Jovic.
"Ele deu-me conselhos muito atentos para o meu jogo e sugeriu algo que podia tentar incorporar neste encontro que acabei de disputar. Portanto, isso esteve sempre presente na minha mente, porque penso que quando o Novak te dá um conselho, deves segui-lo".
Questionada sobre o que lhe disse, Jovic respondeu: "Foi apenas para abrir um pouco mais o campo, não precipitar sempre os golpes e procurar mais largura. Procurei fazer isso e correu bem. Por isso, vou tentar continuar a ouvir o Novak".
Apesar de Jovic ser norte-americana, o seu pai é da Sérvia e a sua mãe da Croácia, sendo que continua muito ligada às suas origens, visitando a Sérvia todos os anos, tanto a capital Belgrado como a cidade de Leskovac, no sul, onde tem família alargada. Isso torna a ligação a Djokovic natural, mas também algo que Jovic considera "quase surreal".
"Pensamos sempre nesses momentos em que vamos conhecer os nossos ídolos, e por vezes pode ser um pouco desilusão se não forem tão simpáticos ou abertos como esperávamos", disse.
"Mas ele é ainda mais amável e atento fora das câmaras do que aquilo que aparenta. Foi incrível. É realmente inteligente e perspicaz e quer mesmo ajudar a geração mais jovem. Estou muito grata por ter recebido esses conselhos. Espero poder falar mais vezes com ele e ouvir os seus conselhos".
Jovic conquistou o seu primeiro título em 2025, em Guadalajara, e começou o ano em grande forma, ao chegar às meias-finais em Auckland e à final em Hobart.
Como 29.ª cabeça de série em Melbourne, vai defrontar a cazaque Yulia Putintseva no domingo, a lutar por um lugar nos quartos de final.
