Síntese Open da Austrália: Sabalenka e Rybakina vão reeditar final de 2023

Sabalenka soma e segue
Sabalenka soma e segueReuters

Aryna Sabalenka juntou-se esta quinta-feira a um restrita lista de tenistas que alcançaram pelo menos quatro finais consecutivas no Open da Austrália e no sábado vai procurar, frente a Elena Rybakina, o seu terceiro título em Melbourne Park.

Frente a uma Elena Svitolina que ainda não tinha perdido qualquer set no torneio, a bielorrussa esteve absolutamente dominadora, impondo-se à 12.ª jogadora mundial com os parciais de 6-2 e 6-3, em uma hora e 16 minutos, na primeira meia-final.

Aos 27 anos, a número um mundial tornou-se na terceira mulher na Era Open (a partir de 1968) a disputar o encontro decisivo do primeiro major da época quatro vezes seguidas, depois de Evonne Goolagong (1971-1976) e Martina Hingis (1997-2002), estas duas com seis finais cada.

É um feito incrível, mas o trabalho ainda não está concluído”, declarou Sabalenka no court, antes de confessar-se “superfeliz” com a vitória frente a “uma adversária difícil, que jogou um ténis incrível durante toda a semana”.

Svitolina despediu-se da Austrália com o seu melhor resultado no Happy Slam, mas sem o brilho das rondas anteriores, muito por culpa da qualidade do jogo da bielorrussa, que é também já a terceira tenista da Era Open com sete (ou mais) finais consecutivas em majors de piso rápido, após Steffi Graf e Martina Hingis.

Bicampeã em título do Open dos Estados Unidos, Sabalenka ganhou 45 dos 47 encontros disputados nesses sete Slams, perdendo apenas a final em Melbourne Park no ano passado e a do US Open em 2023.

Perante estes dados, Elena Rybakina terá uma tarefa complicada na final de sábado, que reedita o encontro decisivo da edição de 2023 do Open da Austrália, a primeira conquistada pela número um mundial, que se sagrou campeã igualmente em 2024 e foi finalista derrota por Madison Keys no ano passado.

Na segunda meia-final, a cazaque tremeu no final do segundo set, mas acabou por ganhar a Jessica Pegula, sexta jogadora mundial, por 6-3 e 7-6 (9-7).

Quinta cabeça de série, Rybakina viu a norte-americana anular três match points no nono jogo do segundo parcial e desconcentrou-se, sofrendo o break logo de seguida.

As duas alternaram breaks e contra-breaks até ao tie-break, onde Pegula chegou a dispor de dois set points, mas a campeã de Wimbledon2022 esteve mais consistente e acabou por fechar o encontro em uma hora e 40 minutos.

Agora, a tenista de 26 anos vai lutar pelo seu segundo major, naquele que será o seu 15.º duelo com Sabalenka, que lidera por 8-6 e venceu os dois encontros entre ambas em Grand Slams.

Aryna é uma adversária muito difícil, já joguei com ela tantas vezes. (...) Estou a preparar-me para uma nova batalha”, resumiu.