Matosevic, de 40 anos, atingiu o melhor ranking de singulares da sua carreira em 2013, ao ocupar a 39.ª posição. Abandonou o desporto em 2018 e, desde então, tornou-se treinador, colaborando com jogadores australianos como Chris O'Connell e Jordan Thompson.
"Um tribunal independente concluiu que Matosevic cometeu cinco infrações às regras antidoping entre 2018 e 2020...", referiu a ITIA em comunicado.
"Icluindo o recurso a um método proibido através de doping sanguíneo (enquanto jogador ativo), facilitar que outro jogador recorresse ao doping sanguíneo, aconselhar outros jogadores sobre como evitar testes positivos, bem como o uso e posse da substância proibida clenbuterol".
Num comunicado publicado pelo site australiano de ténis The First Serve em fevereiro, Matosevic admitiu ter realizado uma transfusão de sangue em Morelos, México, perto do final da sua carreira como jogador.
"Fiquei enojado comigo próprio, retirei-me na semana seguinte, aos 32 anos e meio", acrescentou.
"Pouco depois percebi o quão valiosa é a vida e quão grave e imprudente foi a minha decisão. Estive afastado do ténis durante quase dois anos e do ténis profissional durante três".
"Escrevo esta carta de confissão, em primeiro lugar, para alertar outros atletas a não fazerem nada que possa prejudicar a sua saúde e colocar as suas vidas em risco, porque existe uma vida longa depois da carreira de atleta".
No mesmo comunicado, Matosevic criticou os métodos da ITIA, alegando que muitas das acusações contra si se basearam em mensagens de texto e afirmou que os sistemas antidoping no ténis precisavam de ser "desmantelados".
"O tribunal também rejeitou as alegações públicas de Matosevic relativas à integridade do processo de investigação da ITIA, considerando-as infundadas, e que a ITIA atuou dentro da autoridade conferida pelo (Programa Antidoping do Ténis)", referiu a ITIA esta segunda-feira.
