Algumas figuras ligadas à modalidade, incluindo o diretor executivo da entidade organizadora responsável pelo Open da Austrália, sugeriram nas últimas semanas que os quatro grandes torneios poderão vir a ponderar reduzir os encontros das primeiras rondas para o formato à melhor de três sets, em vez do atual à melhor de cinco.
Os defensores da mudança argumentam que esta ajudaria o público, sobretudo os mais jovens, a envolver-se mais com uma modalidade que pode prolongar-se por várias horas num encontro de cinco sets muito equilibrado.
Mas Zverev rejeitou a ideia esta quinta-feira no Open da China, defendendo o formato com as palavras: "É história."
"É a coisa mais difícil de conquistar na nossa modalidade, porque jogamos à melhor de cinco sets", afirmou o campeão em título de Roland Garros e do US Open.
"É, fisicamente, uma das experiências mais extremas por que se pode passar", acrescentou.
Zverev disputou dois encontros de cinco sets a caminho da vitória no US Open, concluindo os encontros da primeira e da segunda rondas muito depois da meia-noite.
"Não conheço um único jogador que gostasse de jogar à melhor de três sets", afirmou o alemão de 29 anos.
"Talvez Novak (Djokovic) queira jogar à melhor de três porque, claro, está a ficar um pouco mais velho", brincou.
"Mas penso que, se lhe tivessem perguntado isso há 10 ou 15 anos, a resposta teria sido certamente não", acrescentou.
Djokovic, de 39 anos, é 24 vezes campeão do Grand Slam, mas o 25.º título, que seria um recorde, tem-lhe escapado até agora.
