Ténis: Itália garante presença nas finais da BJK Cup, Grã-Bretanha ultrapassa Austrália

Jasmine Paolini, da Itália, celebra após derrotar o Japão e garantir a qualificação para as finais
Jasmine Paolini, da Itália, celebra após derrotar o Japão e garantir a qualificação para as finaisGIAMPIERO SPOSITO / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

A Itália, bicampeã em título, venceu o decisivo encontro de pares deste sábado e assegurou o apuramento para as finais da Billie Jean King Cup, ao derrotar o Japão por 3-0, enquanto a Grã-Bretanha também seguiu em frente, ao eliminar a Austrália.

Sara Errani e Jasmine Paolini garantiram o ponto decisivo ao vencerem por 6-2, 7-5 frente às japonesas Shuko Aoyama e Eri Hozumi, em terra batida, em Velletri, a sul de Roma.

Paolini e Elisabetta Cocciaretto já tinham dado à equipa da casa uma vantagem de 2-0 no primeiro dia.

Em Melbourne, Harriet Dart e Jodie Burrage venceram o encontro de pares, permitindo à Grã-Bretanha ultrapassar a Austrália.

Mais tarde, Emerson Jones reduziu para a Austrália, colocando o marcador em 3-1, ao bater Katie Swan por 7-5, 6-3 nos singulares invertidos deste sábado.

A Grã-Bretanha começou o dia com uma vantagem confortável de 2-0, depois de a jovem promessa Mika Stojsavljevic ter surpreendido Talia Gibson, e Dart ter derrotado Kimberly Birrell no primeiro dia.

Com isso, Storm Hunter e Ellen Perez ficaram obrigadas a vencer em Melbourne, mas não conseguiram corresponder e perderam por 6-3, 6-4.

"É uma sensação incrível", afirmou uma emocionada Burrage, que tem enfrentado várias lesões recentemente.

"Estou orgulhosa de nós, pela forma como jogámos, pela atitude com que entrámos em campo e pela maneira como conseguimos fechar o encontro", acrescentou.

O triunfo levou a Grã-Bretanha – que foi semifinalista no ano passado – às finais de setembro, que vão contar com oito equipas, em Shenzhen, China.

Hunter e Perez quebraram o serviço cedo e chegaram ao 3-1, mas acabaram por desmoronar, permitindo que Dart e Burrage vencessem os cinco jogos seguintes e conquistassem o primeiro set.

O segundo set foi bastante equilibrado, com quatro quebras de serviço, até que a dupla britânica voltou a quebrar para 5-4, e Burrage não vacilou ao servir para fechar o encontro.

Foi uma vitória impressionante, ainda para mais sem nenhuma das quatro melhores britânicas a fazer a longa viagem, já que Emma Raducanu, Katie Boulter e Fran Jones optaram por se focar na época europeia de terra batida, e Sonay Kartal estava lesionada.

"São duas excelentes jogadoras", disse Dart sobre Hunter e Perez.

"Jogam muitos pares e foi a nossa primeira vez juntas. É mesmo incrível, porque jogámos bastante bem e conseguir chegar à final é quase surreal", acrescentou.

Estão a disputar-se sete eliminatórias este fim de semana.

As finalistas vencidas do ano passado, os Estados Unidos – recordistas com dezoito títulos – têm uma tarefa complicada, já que estão a perder 2-0 frente à Bélgica em Ostende.

Em Astana, a seleção anfitriã do Cazaquistão venceu o encontro de pares deste sábado e lidera os campeões de 2023, o Canadá, por 2-1.

A antiga campeã do US Open Bianca Andreescu tinha empatado a eliminatória para o Canadá na sexta-feira à noite, depois de Yulia Putintseva ter derrotado a estreante Kayla Cross em dois sets.

Anna Danilina e Zhibek Kulambayeva bateram Andreescu e Cross por 7-5, 6-1 no par de sábado, deixando a decisão para os singulares invertidos.

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