Recorde as incidências da partida
Detentor do título em Tóquio, o vencedor de sete torneios do Grand Slam impôs-se por 5-7, 6-3, 6-1 e vai defrontar na final o monegasco Valentin Vacherot (14.º) ou o checo Jiri Lehecka (19.º).
Já algo instável na estreia frente ao norte-americano Alex Michelsen (35.º), Alcaraz pareceu estar sem energia durante a maior parte dos dois primeiros sets contra Munar.
O antigo n.º 1 mundial parecia, ainda assim, encaminhado para conquistar a primeira partida, uma vez que serviu para fechar o set com 5-4. Mas Munar aplicou-lhe três jogos em branco consecutivos e passou para a frente, enquanto um Alcaraz irreconhecível fechava o set com duas duplas faltas seguidas.
No início do segundo set, o n.º 3 mundial pôs fim a uma série inacreditável de 16 pontos perdidos consecutivamente e conquistou o break frente a Munar logo no primeiro jogo... antes de ceder de imediato o seu próprio serviço (1-1).
Alcaraz voltou a quebrar o serviço do adversário no jogo seguinte e depois conservou, com dificuldade, a vantagem até ao fim da partida.
Depois de deixar o court no final do segundo set, o espanhol de 23 anos regressou com outra atitude. Passou a castigar Munar de todos os lados, dominou por completo o set decisivo e garantiu a primeira final desde abril, quando perdeu o duelo contra Jannik Sinner no Masters 1000 de Monte Carlo.
Na semana seguinte, em Barcelona, Alcaraz lesionou o pulso direito, dando início a uma ausência de mais de quatro meses.

