Djokovic, tal como o alemão Alexander Zverev e outros candidatos, está perante uma oportunidade de ouro nesta edição de Cincinnati, que decorrerá de quinta-feira até 23 de agosto.
O italiano Sinner, número um mundial, abdicou de viajar para o estado de Ohio devido a um problema no joelho direito que não quer que coloque em risco a sua presença no Open dos Estados Unidos, o último torneio de Grand Slam do ano.
Alcaraz também não descartou a sua presença na grande prova de Nova Iorque, onde terá de defender o título, embora continue parado desde abril devido a uma lesão no pulso. O espanhol, segundo do ranking ATP, é o atual campeão em Cincinnati, onde venceu na última final Sinner, que se retirou por indisposição física após apenas 20 minutos de jogo.
O desânimo por este duelo falhado entre os dois dominadores do circuito contrasta com a memorável batalha travada entre Djokovic e Alcaraz na final de 2023, em que o sérvio saiu vencedor após quase quatro horas.
O gigante sérvio rasgou a camisola de pura emoção depois de prevalecer na final mais longa à melhor de três sets que o circuito viveu pelo menos desde 1990. Esse triunfo foi o terceiro de Nole em Cincinnati, depois dos de 2018 e 2020, e o seu 39.º em torneios Masters 1000.
Na segunda metade de 2023, conquistou o seu 40.º título de Masters 1000 em Paris e o 24.º de Grand Slam no Open dos Estados Unidos, ambos recordes na ATP.
Djokovic continua a lutar incansavelmente para completar a sua incomparável vitrina com um 25.º título de Grand Slam, cuja melhor oportunidade poderá ser o próximo US Open, caso Sinner e Alcaraz não cheguem em boas condições físicas.
Reencontro das Williams
Com este objetivo em mente, Djokovic tentará ganhar ritmo em Cincinnati após um mês sem competir desde a sua derrota nas meias-finais de Wimbledon frente a Sinner.
O balcânico não esteve presente no Masters 1000 de Montreal, que terminará na quinta-feira, coincidindo com o arranque em Cincinnati.
Djokovic, isento de disputar a primeira ronda, poderá estrear-se frente ao argentino Thiago Tirante, caso o sul-americano vença na estreia o britânico Jan Choinski.
Zverev, que será o primeiro cabeça de série em Cincinnati, terá de impor desta vez a sua autoridade após a surpreendente eliminação na estreia em Montreal, onde também era o principal favorito.
A nova promessa espanhola Rafael Jódar, presente nas meias-finais de Montreal, poderá estrear-se frente ao canadiano Denis Shapovalov ou ao francês Adrian Mannarino.
O brasileiro João Fonseca, por sua vez, tentará ir mais longe do que em Montreal, onde caiu nos oitavos de final frente a Ben Shelton, e começará diante de um tenista neerlandês, Botic van de Zandschulp ou Tallon Griekspoor.
No quadro feminino, de categoria WTA 1000, a polaca Iga Swiatek defenderá o título assim que terminar a sua participação no Open do Canadá.
A bielorrussa Aryna Sabalenka, vencedora em 2024, chega também com vontade de apagar o sabor amargo da derrota nos oitavos de final no Canadá.
Outro dos grandes atrativos do torneio será o reencontro de Venus e Serena Williams, que receberam um convite para formar dupla em pares. As irmãs norte-americanas, que conquistaram 14 títulos de Grand Slam em pares e três medalhas de ouro olímpicas, jogaram juntas pela última vez em pares no US Open de 2022.
Serena Williams, detentora de 23 títulos de Grand Slam, foi eliminada na primeira ronda do último Wimbledon no seu primeiro encontro individual em quatro anos.
A estrela norte-americana, de 44 anos, tinha disputado anteriormente dois encontros de pares, mas uma lesão no joelho obrigou-a a cancelar os seus planos de jogar ao lado de Venus em Wimbledon.
