Ténis: ATP confirma que a maioria dos tenistas retidos no Dubai conseguiu sair

Daniil Medvedev, tenista russo
Daniil Medvedev, tenista russoREUTERS/Mohammed Salem

A grande maioria dos jogadores do circuito ATP que enfrentaram dificuldades para abandonar o Dubai desde sábado, após o início da guerra no Médio Oriente, conseguiu sair do emirado, informou a ATP esta quarta-feira.

"A segurança e o bem-estar dos nossos jogadores, equipas de apoio e membros do staff continuam a ser a nossa principal prioridade, e mantemos contacto próximo com todos os que foram afetados pela situação", acrescentou a ATP em comunicado.

O início da guerra no Médio Oriente coincidiu com a final do torneio ATP 500 do Dubai. O encerramento parcial do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos impediu que os jogadores pudessem abandonar a cidade.

De acordo com meios russos, Daniil Medvedev, vencedor do torneio de singulares, e os seus compatriotas Andrey Rublev e Karen Khachanov conseguiram sair do Dubai via Omã na terça-feira, 3 de março, viajando para Istambul e depois para os Estados Unidos.

Os três são cabeças de série no Masters 1000 de Indian Wells, que começa esta quarta-feira. Como estão isentos da 1.ª ronda, vão estrear-se na sexta-feira e no sábado.

Numa atualização do seu blogue na manhã desta quarta-feira, 4 de março, o finlandês Harri Heliövaara, campeão de pares no torneio dos Emirados, ao lado do britânico Henry Patten, e também bloqueado no Dubai, revelou que embarcou na noite de terça-feira num voo noturno para Milão.

"Conseguimos apanhar o voo para Milão e, enquanto escrevo isto, estamos a sobrevoar o espaço aéreo italiano", relatou.

Relativamente ao cancelamento dos dois torneios do circuito ATP Challenger (segunda categoria profissional) que estavam previstos até 15 de março em Fujairah, no nordeste dos Emirados Árabes Unidos, a ATP informou no mesmo comunicado que está em contacto direto com os organizadores do torneio para apoiar os jogadores que permanecem no local.

O torneio continua a disponibilizar alojamento e a garantir as necessidades básicas, e foi organizado um voo charter financiado a 100% pela ATP para assegurar a saída dos jogadores da região sem qualquer custo para eles.