"Os encontros foram suspensos para hoje (terça-feira)", declarou o tenista ucraniano Vladyslav Orlov num vídeo publicado no Instagram logo após a sua vitória frente ao norte-americano Ronit Karki na segunda ronda do qualifying.
"Enquanto jogava, ouvi o som de aviões de combate a voar de um lado para o outro", acrescentou o número 516 do mundo, no quarto dia dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, que provocaram represálias da República Islâmica contra vários países da região, incluindo os Emirados.
Na terça-feira, a queda de destroços após a interceção de um drone provocou um incêndio numa zona petrolífera situada a cerca de 15 quilómetros do local do torneio. "Neste momento, não é muito seguro por aqui", lamentou Vladyslav Orlov no seu vídeo, mostrando uma coluna de fumo a subir ao céu no fundo da imagem.
Um vídeo divulgado na terça-feira na rede social X (antigo Twitter) mostra outros dois participantes do Challenger de Fujairah, o bielorrusso Daniil Ostapenko e o japonês Hayato Matsuoka, a correr para fora do campo juntamente com o juiz de cadeira e os apanha-bolas, depois de uma voz lhes ordenar que se apressassem para se abrigarem dentro de um edifício.
Dos 15 encontros agendados para terça-feira em Fujairah, apenas dois conseguiram ser concluídos e a incerteza domina o futuro do torneio.
Na segunda-feira, a Federação Internacional de Ténis informou a AFP que dois torneios de terceira categoria do circuito masculino previstos para mais tarde em março em Fujairah foram "adiados" para garantir a "segurança" dos participantes.
Desde sábado, os Emirados Árabes Unidos foram alvo de mais de 800 drones e cerca de 200 mísseis, segundo o Ministério da Defesa dos Emirados. No entanto, uma dezena de encontros da primeira ronda do qualifying foram disputados na segunda-feira em Fujairah.
