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Ténis: Francisco Cabral “muito contente e orgulhoso por mais um título” em Hangzhou

Tenista Francisco Cabral
Tenista Francisco CabralMIGUEL REIS / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

O tenista português Francisco Cabral mostrou-se esta terça-feira “muito contente e orgulhoso” pela conquista do sétimo título de pares ATP da carreira, no torneio 250 de Hangzhou, na China, ao lado do parceiro norte-americano JJ Tracy.

“Obviamente muito feliz, muito contente, muito orgulhoso por mais um título. O segundo este ano, em três finais, o sétimo da minha carreira e o primeiro com o JJ. Estamos muito felizes por ganhar o primeiro título enquanto dupla”, destacou o portuense, em declarações à Lusa.

Cabral, número 34 do ranking mundial de pares, e Tracy (43.º ATP), terceiros cabeças de série, bateram na final os neerlandeses David Pel e Sander Arends em dois sets, por 7-5 e 6-4, ao fim de uma hora e 25 minutos de encontro.

“Temos trabalhado muito, temos feito bons torneios. Infelizmente começámos com umas derrotas duras, jogos complicados também. Os torneios eram grandes (ATP 500 e Masters 1.000), depois, acabámos por conseguir fazer um bom Open dos Estados Unidos, com a terceira ronda, e sentíamos que o nível estava a subir. E, esta semana, foi um culminar desse trabalho e dessa melhoria de nível. E acho que, hoje sem dúvida, e ao longo da semana, fomos a melhor equipa do torneio”, frisou Cabral.

O jogador português, de 29 anos, estreou-se a vencer ao lado de JJ Tracy, com quem começou a jogar na preparação para o Open dos Estados Unidos, e conquistou o segundo troféu da temporada, depois de, no início do ano, ter vencido em Brisbane, na Austrália, ao lado do austríaco Lucas Miedler, com quem venceu quatro torneios, entre os quais o de Hangzhou em 2025.

“Não sei o que me faz sentir tão bem aqui. Gosto bastante das condições do torneio. É um torneio fácil para treinar. O campo não é super rápido, nem é um campo lento. Acho que é um campo que deixa jogar, que dá para jogar com os efeitos. E é algo que gosto. Acho que normalmente quando se sente bem num lugar acaba por jogar melhor. Obviamente, quando cheguei aqui, tinha ótimas memórias do ano passado. Portanto, é sempre mais fácil chegar a um sítio quando se tem boas memórias do que quando tem más memórias”, explicou.

Apesar de destacar estar “muito contente com o nível apresentado em Hangzhou", em que não cederem “nenhum set” e foram “muito profissionais e muito competentes”, Francisco Cabral adianta não ter “muito tempo para celebrar”, uma vez que já está e pensar em Pequim, onde vai começar jogar ainda esta semana o torneio ATP 500.

O primeiro título do portuense aconteceu em 2022, no Estoril Open, ao lado do compatriota e amigo Nuno Borges, acabando por vencer, no mesmo ano, o torneio de Gstaad, na Suíça, com o bósnio Tomislav Brkic.

Após um hiato de três anos sem títulos, Cabral começou uma bem sucedida parceria com Miedler, regressando aos triunfos novamente em Gstaad, em 2025, vencendo, com o austríaco, ainda Hangzhou e Atenas nesse ano e Brisbane em 2026.

Melhor português de sempre num ranking ATP, com o 19.º lugar de pares em 12 de janeiro de 2026, Francisco Cabral disputou pela 13.ª vez uma final no circuito ATP, a terceira em 2026, depois do título em Brisbane e em Bastad, com o francês Theo Arrribage.

Para JJ Tracy, que chegou a ser 25.º do ranking mundial, este é o terceiro título da carreira, depois de ter vencido em Los Cabos em 2025 e em Marraquexe em 2026, além de ter perdido a final de Newport em 2024, sempre com o compatriota Robert Cash.

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