Aos 45 anos, Williams, que está a jogar com um convite no prestigiado Masters 1000 ATP/WTA, recuperou de um set e de um break de desvantagem para forçar um terceiro set, mas Parry, atualmente 111.ª do ranking mundial, dominou o set decisivo e venceu por 6-3, 6-7(4), 6-1.
"É sempre tão divertido. Claro que perder não é divertido, mas é fantástico jogar perante o público da casa", afirmou Williams.
Enquanto a estrela californiana está a desfrutar da competição desde que regressou em julho passado após uma paragem de 16 meses, Williams não quis comentar se os adeptos vão ver este ano a sua irmã Serena a jogar consigo.
"Terão de perguntar-lhe isso," respondeu Williams à questão que tem sido debatida no mundo do ténis desde que a 23 vezes campeã de Grand Slam, Serena, voltou ao programa de testes antidoping.
Enquanto Williams continua à procura da sua primeira vitória do ano, depois de ter sido eliminada na primeira ronda do Australian Open e em Austin, Texas, afirmou que o jogo de quinta-feira não foi um bom indicador do seu nível.
"Acho que hoje não é o tipo de dia em que se deve avaliar. As condições são impossíveis. Também em Austin as condições eram impossíveis. Em Austin recusei-me a ceder e a mudar o meu jogo e perdi rapidamente. Hoje tentei adaptar-me. Não é fácil. Não se pode confiar em nada do que se faz lá fora", indicou.
A francesa Parry, de 23 anos, que nasceu depois de Williams ter conquistado os seus primeiros quatro títulos de Grand Slam, afirmou que, apesar das condições, sentiu a força do jogo de Williams.
"Mesmo que hoje não tenha sido um ténis bonito devido ao vento, percebe-se claramente a qualidade dos seus golpes - direita, esquerda - assim que recebe uma bola, pode atacar, e é difícil devolvê-la. Dá para imaginar como era quando estava no seu auge," disse Parry, acrescentando que foi "uma honra poder jogar contra uma lenda do desporto".
"Vi mais jogos da Serena, a maior jogadora de sempre, mas penso que muita gente esquece a carreira que (Venus) teve. Quando, durante o aquecimento, o locutor fez um breve resumo da sua carreira, pensa-se: 'Pois, realmente é impressionante'", acrescentou.
"Sólido"
Na primeira ronda masculina, o veterano búlgaro Grigor Dimitrov garantiu um encontro na segunda ronda com o espanhol cabeça de série número um Carlos Alcaraz, ao vencer 6-4, 5-7, 6-4 frente a Terence Atmane, que o tinha derrotado em Acapulco na semana passada.
"Acho que comecei o jogo muito bem, mas foi difícil manter um nível sólido. Podia ter caído para qualquer lado, mas consegui manter-me muito forte nos momentos mais importantes", afirmou.
Dimitrov, semifinalista em Indian Wells em 2021, vai agora defrontar Alcaraz, que está invicto em 12 partidas em 2026 e venceu o búlgaro na quarta ronda do torneio no ano passado.
Alcaraz, cuja vitória no Australian Open em janeiro fez dele, aos 22 anos, o mais jovem de sempre a completar um Grand Slam de carreira, vai iniciar a sua campanha para conquistar o terceiro título em Indian Wells no sábado.
O segundo cabeça de série, Jannik Sinner, de Itália, estreia-se na sexta-feira, liderando a sessão noturna frente ao qualifier checo Dalibor Svrcina.
O quarto cabeça de série, o alemão Alexander Zverev, vai abrir a segunda ronda no Court Central na sexta-feira frente ao italiano Matteo Berrettini, com a número um mundial feminina Aryna Sabalenka a seguir, frente à qualifier japonesa Himeno Sakatsume.
Tal como Sinner, Sabalenka procura o seu primeiro título em Indian Wells. Perdeu na final do ano passado para a jovem russa Mirra Andreeva e em 2023 para a cazaque Elena Rybakina.
