Ben Shelton venceu Alcaraz nos quartos de final do US Open naquele que foi o encontro que terminou mais tarde na história do último Grand Slam do ano.
Antes disso, três encontros terminaram depois das 2 da manhã durante a primeira semana do torneio, enquanto outros dois prolongaram-se bem para além da meia-noite e Venus Williams participou no duelo que começou mais tarde, às 0:13.
"Acho que é demais", afirmou Alcaraz, sete vezes campeão de Grand Slam, aos jornalistas em Londres na quinta-feira antes da Laver Cup: "No último encontro as pessoas ficaram, mas se esse encontro tivesse sido disputado mais cedo, o court poderia ter estado cheio. Gostava de mudar um pouco o horário, com um fim máximo às 23:00, ou o que for melhor."
A Associação de Ténis dos Estados Unidos, que organiza o US Open, não respondeu de imediato a um pedido de comentário enviado por e-mail fora do horário de expediente, embora a entidade tenha dito que irá avaliar as opções de programação no futuro.
Outros Grand Slams já tomaram medidas para evitar finais tão tardias, como Wimbledon, que interrompe os encontros devido a um recolher obrigatório local às 23:00, e Roland Garros, que limita as sessões noturnas a um único encontro.
O tema ganhou força devido à crescente pressão dos principais tenistas sobre as condições de trabalho, incluindo um calendário competitivo muito preenchido.
