“Aprendi no ano passado que João Fonseca é único aqui em Miami. Sempre tivemos grandes estrelas aqui, todos os melhores tenistas, Roger (Federer), Rafa (Nadal), Novak (Djokovic), Juan Martín Del Potro era extremamente popular, mas Fonseca é diferente", afirmou Blake esta quinta-feira ao podcast do ex-número 1 do mundo Andy Roddick.
"Em nenhum deles tive de garantir a segurança que precisei para o Fonseca no ano passado", acrescentou o diretor quando questionado se o furor do brasileiro é mesmo diferente do Big 3.
Em 2025, o Miami Open teve problemas ao colocar o jovem brasileiro a jogar na segunda maior arena do torneio. Houve filas e confusão. Nesta edição, James Blake colocou João Fonseca no estádio principal.
Siga a estreia de João Fonseca no Masters 1000 de Miami
"Vai jogar no estádio antes de outros tenistas de mais sucesso, gente que tem maior currículo, gente que já fez mais neste evento e nas respetivas carreiras”, analisou.
O ex-tenista norte-americano explicou também que normalmente escala os tenistas em quadras maiores baseado em quantos Grand Slams e títulos conquistaram. "Fonseca mudou este esquema devido à sua popularidade. Não posso dizer como é noutros torneios, pois não sei como é quando joga em Roma ou Xangai, mas aqui em Miami é único", contou.
James Blake citou que Alexandra Eala, única tenista das Filipinas no top 100, é outro exemplo de alguém que é maior em termos mediáticos que o ranking na Flórida.
Blake disse também que “uma das partes mais divertidas” do trabalho é determinar que tenista joga em que quadra, pois tem de pesar a popularidade e o currículo e ranking dos atletas.
Andy Roddick ponderou que, além do tamanho das populações brasileira e filipina, além da importância das redes sociais na popularidade de Fonseca e Eala.
João Fonseca estreia-se no Miami Open esta quinta-feira, no estádio principal, contra o húngaro Fabian Marozsan.
