Ténis: Os cinco momentos mais marcantes do circuito WTA em 2025

A vitória de Jasmine Paolini nos Internacionais de Itália
A vitória de Jasmine Paolini nos Internacionais de ItáliaDan Istitene / GETTY IMAGES EUROPE / Getty Images via AFP

Dos triunfos em pares de Errani e Paolini à histórica vitória de Jasmine nos Internacionais de Itália: eis os cinco momentos que marcaram um 2025 inesquecível para o ténis mundial para o Flashscore.

Domínio do par italiano Errani/Paolini

Em 2025, o ténis italiano viveu um verdadeiro boom, graças à extraordinária dupla Sara Errani/Jasmine Paolini, que reescreveu a história do par feminino.

Juntas desde 2023, as duas tenistas criaram uma sintonia perfeita, uma química que as levou a triunfar nos courts mais prestigiados. Entre eles, Roland Garros, em que derrotaram adversárias do calibre de Kudermetova e Mertens, Andreeva e Shnaider e, na final, as temidas Danilina e Krunic. Um percurso imaculado que as consagrou a nível mundial, com o primeiro Slam em pares a coroar um ano de sonho.

Mas não foi só em Paris: a dupla italiana dominou também outros torneios de topo, conquistando três WTA 1000, incluindo os cobiçados Internacionais BNL de Itália.

E como se isso não bastasse, ambas deram um contributo fundamental para a conquista da Billie Jean King Cup, onde, apesar das dificuldades, levaram a Itália ao segundo triunfo consecutivo.

Paolini triunfa nos Internacionais de Itália 2025

Um palco lendário, uma atmosfera capaz de abalar até os mais experientes. Ainda assim, Jasmine Paolini, perante mais de 10.000 adeptos e com a presença do Presidente Sergio Mattarella, deu uma das maiores lições de ténis já vistas no Foro Itálico, batendo Coco Gauff, a número 3 do mundo, com um claro 6-4, 6-2.

Um feito com sabor a história, já que Paolini tornou-se a primeira italiana a vencer os Internacionais de Itália desde 1985, quando Raffaella Reggi o conseguiu.

Um encontro sem falhas, em que Paolini respondeu com agressividade e precisão, aproveitando cada erro de Gauff. A norte-americana teve dificuldades em encontrar o ritmo, e Paolini não desperdiçou a oportunidade de aplicar o golpe decisivo.

O primeiro set, ganho graças a um arranque fulgurante com um break imediato, viu Paolini defender com firmeza o seu serviço, enquanto no segundo set aumentou a vantagem sem nunca olhar para trás.

Billie Jean King Cup continua nas mãos de Itália

Em 2025, a Itália confirmou a sua supremacia mundial no ténis feminino, conquistando novamente a Billie Jean King Cup com uma vitória clara sobre os Estados Unidos.

Um triunfo assinado por Paolini e Elisabetta Cocciaretto, as duas principais figuras da equipa, que resolveram a eliminatória nos singulares, com exibições irrepreensíveis.

Cocciaretto, que nunca tinha vencido Emma Navarro na sua carreira, fez a diferença com um triunfo crucial, enquanto Paolini, chamada a fechar a final, voltou a mostrar o seu enorme valor, derrotando Jessica Pegula, uma das adversárias mais difíceis do circuito.

A vitória da equipa italiana foi uma mistura de experiência e juventude, um verdadeiro triunfo coletivo que selou o ano de ouro do ténis transalpino.

Coco Gauff e a incrível reviravolta em Roland Garros

Em 2025, Coco Gauff escreveu uma nova página na história do ténis, tornando-se a segunda norte-americana, depois de Serena Williams, a conquistar Roland Garros na última década.

O seu triunfo sobre Aryna Sabalenka numa final extraordinária, que terminou 6-7 (5), 6-2, 6-4, é o culminar de um percurso em que cresceu de forma notável.

O encontro, que durou mais de duas horas, viu Gauff lutar contra Sabalenka num duelo de pancadas potentes e erros comprometedores.

O primeiro set foi dominado pela bielorrussa, que esteve perto de fechar o encontro, mas Gauff soube reagir com determinação, levando o jogo para um terceiro set dramático, onde a norte-americana encontrou a clareza necessária para vencer e conquistar o seu segundo Slam.

Iga Świątek domina em Wimbledon

Iga Świątek atingiu um novo patamar na sua carreira, conquistando o seu sexto título do Grand Slam com uma exibição que ficará para a história do ténis.

Em Wimbledon, a polaca humilhou Amanda Anisimova com um 6-0, 6-0 absolutamente impressionante, não só pelo resultado, mas pela perfeição com que jogou. Em menos de uma hora, Świątek mostrou ser uma verdadeira máquina, numa final que foi um autêntico monólogo.

A polaca dominou do início ao fim, com Anisimova completamente anulada pela pressão e pela força do seu jogo. Não foi apenas um encontro, mas um verdadeiro espetáculo de ténis, que confirmou Świątek como uma das jogadoras mais fortes do circuito, com mais um título do Grand Slam a acrescentar ainda mais brilho a uma carreira já extraordinária.