“É uma boa notícia. Sabia que tinha possibilidade de entrar, dependendo de desistências de outros jogadores e dos wild cards que seriam atribuídos para o quadro principal. Mas obviamente que ontem (segunda-feira), quando soube, fiquei bastante contente, porque acabou por ser a confirmação do que estava à espera e queria”, confessou o jogador, em declarações à Lusa.
O tenista natural de Caldas da Rainha, de 31 anos, que figura no 238.º lugar no ranking ATP, falhou algumas metas nos torneios de qualificação para o major parisiense, ficando assim dependente de terceiros, mas garante não ter ficado “com a motivação afetada".
“Roland Garros era um objetivo para este ano, mas não era o único, nem o último objetivo, por isso, a partir do momento em que percebi que poderia não depender de mim, o meu foco virou-se para a qualificação para Wimbledon. Apesar de Roland Garros ter sido sempre o primeiro objetivo do ano, há outros objetivos e, por isso, a motivação nunca ficou afetada”, sublinhou.
A entrada no qualifying francês, que contará ainda com a presença de outros dois tenistas portugueses, Jaime Faria e Henrique Rocha, assinala o regresso de Frederico Silva aos torneios do Grand Slam pela primeira vez desde agosto de 2023, quando disputou o Open dos Estados Unidos.
“Passou bastante tempo. Fui operado ao ombro, depois foi a questão da suspensão ano passado, por isso foram anos complicados e atípicos, mas os torneios do Grand Slam são sempre um objetivo. Estou muito contente por voltar a estar presente num dos quatro melhores torneios do mundo, onde estão todos os melhores jogadores e obviamente vou estar bastante motivado para jogar e para tentar fazer um bom torneio”, garantiu o tenista português.
Num major em que o português Nuno Borges tem vaga assegurada no quadro principal, Frederico Silva marcará pela 14.ª vez presença num torneio do Grand Slam, a quarta na terra batida de Roland Garros.
